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Pesquisa encontra microalgas que crescem em resíduos e geram biocombustíveis

Foto: Vivian Chies

27/02/2017

A Embrapa Agroenergia (DF) conseguiu identificar espécies de microalgas que podem ser cultivadas em resíduos líquidos de processos de agroindústrias, os efluentes. Esse cultivo pode gerar matéria-prima renovável para biocombustíveis, rações, cosméticos e vários outros produtos. A pesquisa, que durou três anos, também teve como resultado a descoberta de espécies até então desconhecidas, na biodiversidade brasileira.

Os efluentes utilizados nos estudos foram a vinhaça, formada na produção de açúcar e etanol de cana, e o Pome (palm oil mill effluent), que é gerado no processamento do dendê. Eles são aproveitados, hoje, para fertirrigação das plantações. Utilizá-los, contudo, como meio para produzir microalgas, pode agregar valor às cadeias produtivas da cana e do dendê, gerando mais biomassa e óleo para obter energia e bioprodutos.

As microalgas são organismos unicelulares e microscópicos que vivem em meios aquáticos e têm uma característica curiosa: embora não sejam plantas, são capazes de realizar fotossíntese e se desenvolver utilizando luz do sol e gás carbônico. Elas se reproduzem muito rapidamente, gerando grandes quantidades de óleo e biomassa em pouco tempo. A produtividade pode ser de dez a 100 vezes maior do que os cultivos agrícolas tradicionais. Isso chamou a atenção de setores que necessitam de grandes quantidades de matéria-prima, como o de biocombustíveis.

Ao mesmo tempo, os óleos produzidos por algumas espécies quase sempre contêm compostos muito valiosos como, por exemplo, Ômega 3 e carotenoides. Por isso, elas também encontram espaço em indústrias que atendem nichos de mercado e pagam mais caro por matérias-primas com propriedades raras. É o caso dos cosméticos e dos suplementos alimentares.

Já existem pelo menos quatro empresas no Brasil produzindo microalgas: duas no Nordeste, com foco em nutrição humana e animal, e outras duas no interior de São Paulo, já atendendo indústrias de cosméticos e rações, ou projetos para tratamento de efluentes. Contudo, há ainda muito que avançar no conhecimento e desenvolvimento de tecnologias para impulsionar o setor. A redução do custo de produção é uma das principais preocupações, principalmente quando se quer alcançar mercados que necessitam de grandes volumes e preços baixos, como é o caso dos biocombustíveis.

Explorando a biodiversidade

A pesquisa da Embrapa buscou soluções em uma das maiores riquezas do Brasil: a imensa biodiversidade, que pode abrigar um quarto das espécies de microalgas de água doce, segundo as estimativas. O primeiro trabalho tinha como objetivo encontrar espécies capazes de crescer na vinhaça, em ambientes industriais e biomas brasileiros (Amazônia, Pantanal e Cerrado). Os cientistas identificaram duas espécies que podem ser cultivadas nesse efluente, com bom rendimento − uma delas ainda não está sequer descrita na literatura. A análise dos componentes da biomassa dessas duas microalgas indica maior concentração de carboidratos e proteínas do que de lipídeos e carotenoides, que as tornam mais adequadas para a produção de etanol do que de biodiesel, quando o assunto é biocombustíveis. Podem ser utilizadas, ainda, em rações.

A vinhaça é rica em nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), nutrientes tão necessários às microalgas quanto às plantas. Utilizá-la como meio de cultivo, contudo, tem seus desafios, explica o pesquisador Bruno Brasil, da Embrapa Agroenergia. Se, por um lado, a concentração de nutrientes favorece o crescimento dos organismos, por outro a coloração escura dificulta a passagem de luz, sem a qual não há fotossíntese. Para minimizar esse problema, a equipe da Embrapa Agroenergia utilizou métodos de clarificação química de baixo custo ou simplesmente diluiu a vinhaça em água. Outro desafio associado à vinhaça é a elevada carga de material orgânico. Ela favorece a proliferação de bactérias e leveduras, que se tornam contaminantes no meio de cultivo e prejudicam o crescimento das microalgas.

As duas espécies selecionadas pela equipe da Embrapa Agroenergia são mixotróficas. Isso quer dizer que elas realizam fotossíntese, mas também utilizam a matéria orgânica da vinhaça para crescer. Elas não chegam a reduzir significativamente essa carga orgânica e, por isso, não podem ser utilizadas isoladamente para tratamento do efluente. No entanto, isso pode ser bom porque permite que a vinhaça ainda seja usada para fertirrigação dos canaviais após a retirada das microalgas.




Cultivos em efluente do processamento do dendê

O Pome tem características poluidoras muito parecidas com as da vinhaça, mas a composição é diferente, já que se origina de um fruto rico em óleo, o dendê, e não de uma gramínea rica em açúcar como é o caso da cana. Por isso, o trabalho de busca de microalgas capazes de crescer nesse material envolveu tanto experimentos com cepas já testadas para a vinhaça quanto novas coletas de amostras, em ambientes diferentes. Neste caso, também, duas espécies mostraram-se eficientes. Uma delas tem capacidade de crescimento tão elevada que faz desaparecer a coloração quase preta do Pome e coloca no lugar um verde intenso. Além disso, foi demonstrado que a retenção do Pome em uma lagoa anaeróbica seguida de cultivo utilizando estas microalgas promove tratamento eficiente do efluente, processo conhecido como biorremediação.

A ideia de buscar espécies capazes de crescer em efluentes industriais explora justamente uma das vantagens das microalgas, a robustez. Diferentemente das plantas, elas não exigem água doce e limpa; podem ser cultivadas em água salgada, salobra ou mesmo residual. Esse é um fator bastante positivo para a sustentabilidade do cultivo. Soma-se a isso a característica de elas não precisarem ocupar terras férteis e a alta produtividade para se chegar à conclusão de que microalgas podem compor o rol de soluções sustentáveis para fornecer alimentos, energia e bens de consumo a uma população mundial crescente.

Engenharia genética

A equipe de cientistas da Embrapa e instituições parceiras está, agora, empenhando-se em construir ferramentas que permitam a modificação genética das espécies selecionadas para crescimento na vinhaça e no Pome, com o objetivo de potencializar o rendimento. O investimento na engenharia genética tem motivo: toda a produção de commodities agrícolas atual está baseada em espécies que passaram por décadas ou séculos de domesticação e melhoramento genético. Além disso, um grande estudo sobre microalgas financiado pelo governo dos Estados Unidos mostrou que o uso de linhagens modificadas geneticamente chega a reduzir em 85% o custo de produção – uma das grandes metas estabelecidas pelos cientistas.

O desafio para chegar a essas novas linhagens, contudo, é grande. Qualquer programa de engenharia genética precisa primeiramente de conhecimento sobre a espécie com a qual se pretende trabalhar. No caso das microalgas, essa base ainda está em construção. Basta comparar: o primeiro genoma completo de bactéria foi apresentado em 1995, o humano foi concluído em 2003, mas só em 2012 foi sequenciado o DNA de uma microalga com potencial para produção de biocombustíveis.

Quando se trata de espécies originárias do Brasil, a carência de dados é ainda maior. “Nós sabíamos que, trabalhando com espécies nativas, tínhamos a chance de encontrar coisas novas e mais produtivas do que materiais de outras partes do mundo, mas, ao mesmo tempo, por ser novo, sabíamos que iríamos ter que desenvolver esse pacote tecnológico”, conta o pesquisador Bruno Brasil.

Na Embrapa e na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além das microalgas, os cientistas estão explorando a genética das cianobactérias, conhecidas como algas azuis. São organismos também unicelulares, microscópicos e capazes de realizar fotossíntese, porém mais simples. Luis Fernando Marins, professor da FURG, compara os genomas delas. Enquanto o de uma das cianobactérias com que ele está trabalhando tem 2,6 milhões de pares de bases, o de uma microalga chega a 120 milhões, ou seja, é 60 vezes maior. Além disso, os meios de cultivo para as cianobactérias são geralmente mais baratos e elas têm capacidade de secretar substâncias, o que facilita os processos de obtenção dos produtos de interesse.

Além dos estudos do genoma e da engenharia genética, o pesquisador da Embrapa Agroenergia antecipa os próximos passos do centro de pesquisa: “Do ponto de vista de processos industriais, o que falta? Escalonamento de sistemas de cultivo, métodos eficientes para colheita das microalgas e processos de conversão da biomassa em produtos. Os próximos projetos vão focar esses três pontos”.

Mercado das microalgas

Uma das empresas que se tornou referência no tema microalgas é a TerraVia, que até março de 2016 chamava-se Solazyme. Com origem na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, a companhia estabeleceu sua unidade de produção no Brasil, numa joint venture com a Bunge. A biofábrica está associada a uma usina sucroalcooleira, em Orindiúva (SP), porque a espécie de microalga com que trabalha não realiza fotossíntese, mas alimenta-se de açúcar.

O diesel e o combustível de aviação obtidos a partir do óleo dessa microalga, o Soladiesel e o Solajet, eram destaque entre os produtos oferecidos pela tecnologia da empresa, mas isso mudou junto com o nome, justamente por causa de valor de mercado. “Esses mercados podem se tornar maiores e rentáveis no futuro e ainda são ativos valiosos para nós. Porém, com os níveis de preços atuais do barril de petróleo, biocombustíveis nesse momento não são o principal driver econômico para nós”, revela o presidente da joint venture TerraVia / Bunge, Walfredo Linhares. O executivo afirma que a empresa está voltada, agora, exclusivamente para alimentos, nutrição animal e ingredientes especiais para o mercado de cuidados pessoais. Empresas como Natura, Nestlé e Unilever já utilizam ou vão utilizar, em seus produtos, óleos e compostos originários das microalgas cultivadas em Orindiúva.

Menos vultosa, porém consistente, é a iniciativa da Fazenda Tamanduá, no sertão da Paraíba. Ali foi estabelecido um cultivo orgânico de cianobactérias do tipo spirulina, que já são bastante conhecidas pelos benefícios à saúde humana. “Eu tomo spirulina e acho um produto maravilhoso: há oito anos não sei o que é uma gripe. Não é um milagre, mas se você toma todos os dias vai sentir uma melhora na sua saúde, pele, cabelo”, testemunha o biotecnólogo José Franciraldo de Lima, responsável-técnico pela produção. A Fazenda Tamanduá foi a primeira a obter registro do produto como alimento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele é comercializado em cápsulas ou em pó.

Um pouco mais ao norte do País, no Ceará, a professora Francisca Pinheiro aplicou o conhecimento adquirido durante anos na Universidade Federal do estado para estabelecer em uma chácara, no Município de Cascavel, um cultivo de spirulina. Nesse caso, o foco é o mercado de rações para aquicultura, especialmente camarões, tilápias e peixes ornamentais, graças ao elevado teor de proteína do produto. Ela acredita no futuro do cultivo de microalgas e cianobactérias. “É um mercado consumidor crescente, autossustentável, com potencial no mercado interno e externo”, analisa. A empresária pretende consolidar seus métodos de cultivo e, a partir daí, iniciar um projeto de transferência de tecnologia para comunidades do Nordeste.

Em Piracicaba (SP), o parque tecnológico local abriga a Algae Biotecnologia, uma start up voltada para o desenvolvimento de projetos baseados em microalgas, com o foco em biorremedição e captura de carbono. O que está mais avançado é a iniciativa com a fabricante de cimentos Intercement, que consiste em utilizar as microalgas para biofixar o grande volume de CO2 gerado nesse segmento industrial. Já foram selecionadas espécies eficientes nesse trabalho e o projeto está entrando em fase pré-comercial.

Vivian Chies (MTb 42.643/SP) 
Embrapa Agroenergia 
agroenergia.imprensa@embrapa.br 
Telefone:  (61) 3448-2264

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa

Ônibus com arte urbana conscientiza fortalezenses sobre o meio ambiente



27/02/2017 

Ao invés de panfletos ou anúncios para conscientizar a população de Fortaleza sobre o meio ambiente, uma empresa de ônibus decidiu trazer a mensagem para a sociedade por meio da arte urbana. O teto de um dos ônibus da empresa Transportes Urbanos Aliança S/A, que presta serviço à Prefeitura de Fortaleza, foi transformado em um mural artístico.

“O projeto ‘ônibus-verde’ visa educar a população sobre questões sustentáveis. A arte dá várias dicas de meio ambiente, qual o destino correto do lixo, fala sobre o ecopontos, alerta para não colocar o lixo na rua e para não jogar resíduos pela janela do ônibus”, explicou a psicóloga do trabalho e uma das responsáveis pelo projeto, Tamires Mesquita, em entrevista ao O POVO Online.

Ela ressaltou que a mensagem sendo transmitida por meio da arte urbana e dentro dos coletivos potencializa o diálogo com a população por serem elementos próprios das cidades. O ônibus-verde vai passar por todas as linhas em que a empresa atua em Fortaleza. Segundo Tamires, o primeiro percurso será a do 074- Antônio Bezerra/Unifor.

O artista cearense responsável pela arte, Luz Almeida, enxergou o projeto como algo positivo. Para ele, a arte urbana tem um poder de diálogo forte com as massas. “É uma arte mais acessível. A importância do grafite ou da arte urbana para a cidade tem o poder de abrir esse elo de comunicação com o povo”, afirmou ao O POVO Online.

Luz acredita que os passageiros vão sentir a mudança de atuação da arte que saiu dos muros e está conquistando outros espaços urbanos. “As pessoas vão olhar e perceber essa mudança. A arte estava na rua, nos muros e agora está dentro do ônibus”, ressaltou Almeida.

UM BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DO ACORDO SETORIAL DE EMBALAGENS

Foto: José Roberto Couto

26/02/2017

Há pouco mais de um ano, no dia 25 de novembro, foi assinado, em Brasília, o Acordo Setorial criado pela Coalizão Embalagens para expandir a reciclagem pós-consumo no país, a partir das premissas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Elaborada por entidades do setor - produtores, importadores, usuários e comerciantes, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) -, a proposta do documento havia sido entregue no final de 2012 para análise do governo e consulta pública.

“A Coalizão é uma iniciativa inédita no país em que 22 entidades que reúnem milhares de empresas se comprometeram a desenvolver um plano de gestão de resíduos dentro do contexto da logística reversa”, explica , presidente do Cempre. Segundo Bicca, as empresas precisam destacar, em suas ações, a existência da Coalizão para que esse engajamento coletivo seja reconhecido como um compromisso maior e comum - não apenas da empresa “A” ou “B”. “O momento, agora, é de incrementar essa sinergia, buscando compartilhar e aproveitar de forma mais eficaz nossas experiências. Outros setores e empresas têm nos procurado para participar da Coalizão, mas há players que continuam fora do Acordo e é necessário incentivar e cobrar sua adesão para assegurar conquistas maiores e mais diversificadas”, completa.

Viabilidade técnica e econômica

Único no mundo, sobretudo pela magnitude de sua premissa de responsabilidade compartilhada, o modelo brasileiro tem atraído a atenção de outros países por enfatizar a reciclagem com ganhos sociais, econômicos e ambientais. A geração de trabalho e renda é essencial nesse sistema e, por isso, um dos principais focos do Acordo é o apoio à formalização e capacitação das cooperativas.

Os resultados desse primeiro ano revelam o sucesso da proposta e tornam real o objetivo de aumentar em 22% a reciclagem de embalagens pós-consumo até o final de 2017, quando deverá ser finalizada a Fase 1 do Acordo. Naquele momento, será feita uma avaliação completa do biênio para identificar as melhorias e os ajustes necessários para consolidar o compromisso.

“Para incrementar a logística reversa, ainda temos algumas questões relevantes a enfrentar como a desoneração da cadeia produtiva, com a redução dos tributos que desestimulam a reciclagem, e a ampliação do parque reciclador - ou seja, das empresas que usam os recicláveis para fabricar novos produtos”, avalia Bicca. “Não adianta focar somente na coleta, é preciso impulsionar a reciclagem dos materiais, a partir de sua viabilidade técnica e econômica. Mesmo no atual cenário recessivo, os resultados desse ano mostram que estamos no rumo certo para fortalecer um modelo sustentável e competitivo.”

Fonte: Cempre

OS BENEFÍCIOS DA BANANA



21/02/2017

A super Banana

Não se pode negar que a banana é um dos símbolos brasileiros, afinal ela já foi tema de música e filme, tendo a cantora luso-brasileira Carmem Miranda a sua principal divulgadora no Brasil. Sua imagem está associada aos países tropicais, porém a banana é originária do Sul da Ásia e da Indonésia. No Brasil, a banana se adaptou muito bem ao solo e ao clima, por isso além de produzir a fruta o país também é um grande exportador de banana.

Para termos uma dieta saudável é preciso incluir no nosso dia a dia o consumo de frutas, pois elas contêm inúmeros nutrientes que são benéficos para o nosso organismo. Dentre todas as frutas podemos afirmar que a banana é uma das mais consumidas pela população brasileira. E não é para menos, já que ela é altamente nutritiva, sendo uma grande fornecedora de energia. Além disso, as bananas são ricas em carboidratos, fibras, vitaminas A e C, B1, B2, B6 e B12 e minerais (cálcio, potássio, fósforo, ácido fólico, ferro e magnésio), e ainda possuem baixo teor de gordura. A banana contém 3 tipos de açúcares naturais: sacarose, frutose e glicose, que combinados com a fibra da banana, promove grande energia ao corpo.

Para escolher o melhor tipo de banana, na hora em que for ao supermercado dê preferência as frutas que tem formato arredondado e opte pela banana com casca mais amarela, com pequenas manchas marrons. Verifique ainda se a fruta está firme, sem rachaduras ou sinais verdes. Outra dica é comprar bananas que não estejam nem verdes nem totalmente maduras. E para melhor conservação da fruta, ela deve ser colocada em lugar fresco e arejado.

Se alguém ainda tem dúvidas sobre as propriedades e os benefícios da banana, isso não acontece com os atletas e os praticantes de atividades físicas de um modo geral. Isso porque comer banana é altamente recomendável para eles, pois a fruta contém alto teor de açúcares e vitaminas do complexo B, que fornecem energia, sendo esta facilmente absorvida e utilizada pelo corpo. Além disso, a banana é uma grande fonte de carboidratos (alimentos ricos em carboidratos também fornecem energia para o organismo), fazendo com que os atletas tenham mais disposição para praticar seus exercícios sem se cansarem rapidamente. Outra vantagem da banana é que ela contém muito potássio, importante nutriente que previne as cãibras (contração involuntária de um ou mais músculos) e dores musculares causadas pela intensa prática de esportes. O potássio também auxilia no bom funcionamento cardíaco.


Apesar de no Brasil a casca da banana não ser aproveitada, nutricionistas afirmam que é possível utilizá-la em massas de bolos, tortas, pães e até em chás. É claro que antes de aproveitar a casca da banana será necessário higienizá-la e depois cozinhá-la, triturá-la ou secá-la, dependendo da finalidade a ser dada à casca. Já os chineses utilizam a casca da banana na medicina, utilizando-a, por exemplo, no tratamento da hipertensão.

A banana pode ser consumida ao natural e no lanche da tarde. Misturada com aveia pode até substituir o café da manhã, justamente devido à sua grande concentração de nutrientes. Ela também pode ser usada nos mais variados tipos de prato: salada de frutas, musse, vitaminas, bolos, tortas, mingau, entre outros.

Vale a pena destacar que, apesar de a banana ser uma excelente fonte de nutrientes, quem faz dieta deve consumi-la com moderação, pois é altamente energética. No entanto, pode-se ingerir uma banana por dia, lembrando que para ajudar no controle da perda de peso é preciso que a fruta esteja inserida em uma dieta balanceada e saudável. Além disso, para manter a saúde em dia o ideal é comer, no mínimo, três frutas diferentes por dia.

Nem todas as pessoas podem comer banana. Os diabéticos com nível de glicemia acima de 300 mg/DL, por exemplo, devem evitar o consumo de banana devido ao seu alto teor de açúcar. Os obesos também devem comer banana com moderação, por causa do elevado índice glicêmico, já que o excesso de açúcar produzido pela insulina pode se transformar em gordura. Já quem tem problemas renais crônicos não pode comer a fruta, pois o potássio é retido pelo organismo. Como a banana é uma fonte importante de nutrientes e estes três grupos têm restrições quanto ao seu consumo, o ideal é que as pessoas com restrição alimentar procurem um profissional, para que ele indique outros alimentos que podem substituir a fruta, ou então, para que ele informe sobre a quantidade permitida para consumo.

Benefícios da Banana

Além de fornecer energia para o nosso organismo, a banana contém nutrientes que ajudam o nosso organismo a combater e prevenir inúmeras doenças. Confira abaixo alguns benefícios da banana:

Rica em vitaminas do complexo B. Acalma o sistema nervoso.

Rica em potássio e vitamina B6. Ajuda a diminuir as cólicas menstruais. O potássio contribui para o aprendizado.

Rica em fibras. Ajuda a normalizar o trânsito intestinal, permitindo melhorar os problemas de constipação intestinal sem o uso de laxantes. Por ser rica em fibras, a banana aumenta a sensação de saciedade por mais tempo.

Rica em triptofano. O aminoácido aumenta a secreção da serotonina (neurotransmissor relacionado ao humor). Ajuda a relaxar, manter o bom humor e a melhorar os sintomas de depressão. Faz parte dos “alimentos que trazem felicidade”.

Contém ferro. Estimula a produção de hemoglobinas e auxilia na prevenção e no tratamento da anemia.

Fonte de fibras solúveis, substâncias importantes para diminuir o nível de colesterol no sangue e prevenir o câncer intestinal.

Pobre em sal. Ótima para baixar a pressão arterial.

A banana acalma o estômago e ajuda na digestão.

Diminui as cãibras, pois contém vitamina B6 e B12.

Ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, combatendo o cansaço. Por isso, deve-se comer uma banana entre as refeições.

Ajuda a normalizar o batimento cardíaco, pois quando se está estressado são reduzidos os níveis de potássio. E como a banana é rica em potássio, comer o fruto pode ajudar a ajustar os níveis de potássio.

Tipos de Banana

Existem quase mil tipos de banana espalhadas pelo mundo, de diversos tamanhos. Todas são identificadas pelo nome científico “Musa”. No Brasil, as mais conhecidas são: banana nanica, da terra, ouro, prata e maçã. Independentemente do tipo da fruta, as propriedades nutricionais da banana são muito semelhantes. As diferenças, portanto, estão no aroma, no sabor e na textura das bananas. 

Confira a seguir algumas características das variedades de bananas mais conhecidas no Brasil.

Banana-nanica – também conhecida como banana-d’´água. É o tipo mais popular no Brasil. A polpa é bastante doce e macia, e possui aroma agradável. A casca é fina e amarelo-esverdeada. Contém vitaminas B e C, B1 e B5. É levemente laxante. A cada 100 gramas contém 92 calorias.

Banana-da-terra – contém grande quantidade de vitaminas A e C. Os frutos podem chegar a 26 centímetros de comprimento e pesar até meio quilo. A cada 100 gramas contém 128 calorias. Pode ser ingerida cozida ou frita.

Banana-prata – a polpa é consistente e um pouco doce. Depois de amadurecer, pode ser consumida em até quatro dias. A cada 100 gramas contém 98 calorias. Ideal para fritar e para fazer bananada.

Banana-ouro (inajá, banana-dedo-de-moça, banana-mosquito ou banana-imperador) – é a menor de todas as bananas nacionais (medindo no máximo 10 centímetros) e a mais calórica (a cada 100 gramas contém 112 calorias). Tem forma cilíndrica. Sua casca é fina e de cor amarelo-ouro. A polpa é doce e perfumada.

Banana-maçã – a polpa é branca e macia. Exala um perfume que lembra o da maçã. A cada 100 gramas contém 87 calorias. Recomendada para bebês e idosos, pois é de fácil digestão.

REFERÊNCIAS

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE) – ESTUDO DA DESPESA FAMILIAR. Tabela de Composição de Alimentos, Rio de Janeiro. 2011. 216p.

Pessoas do mundo todo podem ajudar a definir os debates para 8º Fórum Mundial da Água



21/02/2017

A partir do dia 13 fevereiro, pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundial da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.  

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.   

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Acompanhe as novidades sobre o 8º Fórum Mundial da Água no Facebook (fb.me/WorldWaterForum8) e no Twitter (https://twitter.com/WaterForum8).

Fonte: ANA

ONU, governo haitiano e parceiros lançam plano de dois anos para Haiti

Em Jérémie, no Haiti, crianças brincam na Igreja Cristã Nan Lindy. Local abrigou centenas
de pessoas que ficaram sem casa após a passagem do furacão Matthew pelo país caribenho.
País está na lista das 48 nações menos desenvolvidas do mundo. Foto: UNICEF 

21/02/2017

A ONU, o governo do Haiti e parceiros humanitários lançaram na semana passada (7) um plano de dois anos no valor de 291 milhões dólares para alcançar mais de 2,4 milhões de pessoas em necessidade de assistência humanitária e de proteção em todo o país.

“Com mais de 98% dos haitianos expostos a dois ou mais tipos de desastres e mais da metade da sua população vivendo na pobreza, o furacão Matthew demonstrou mais uma vez a capacidade enfraquecida do Haiti de lidar, recuperar e se adaptar aos choques de desastres naturais”, observou o coordenador residente e coordenador humanitário no Haiti, Mourad Wahba.

As intervenções humanitárias vão focar na melhoria do acesso a serviços essenciais para as pessoas afetadas pelo furacão Matthew, pelo cólera e outras doenças, e na ampliação da proteção aos mais vulneráveis.

Ao mesmo tempo, serão implementadas ações para aumentar a resiliência da população e o acesso a soluções duradouras, visando os deslocados do terremoto de 2010, do furacão do ano passado e os repatriados ou voluntariamente retornados da República Dominicana.

Fonte: CEERT

ONU pede ação internacional no Dia Mundial para Justiça Social

Segundo especialistas da ONU, "todo o ser humano tem o direito a um padrão 
de vida que assegure serviços de saúde adequados e bem-estar", o que inclui 
acesso à comida, roupas, moradia e serviços sociais. Foto: Ocha/Ivo Brandau

20/02/2017

Especialistas das Nações Unidas querem que países garantam dignidade humana para todos os que necessitem; eles afirmaram que nova políticas são necessárias para um futuro melhor e mais justo.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

Especialistas da ONU sobre direitos humanos pediram ação internacional para marcar o Dia Mundial para Justiça Social, esta segunda-feira, 20 de fevereiro.

Em comunicado conjunto, Alfred Zayas, especialista em Promoção da Democracia, e Idriss Jazairy, relatora especial sobre o Impacto Negativo de Medidas Coercitivas Unilaterais, disseram que "as ações adotadas agora pelos governos mundiais vão ajudar a criar sociedades mais justas".

Paz e Dignidade

Segundo eles, "todos os Estados-membros se comprometeram a avançar com as questões de paz e dignidade humana, como estabelecido pela Carta da ONU".

O documento diz que "esse compromisso" exige políticas mais flexíveis dos Estados para enfrentar os desafios econômicos e sociais do século 21. A solidariedade internacional deve garantir que todos os países se beneficiem da globalização e que ninguém fique para trás.

Segundo os especialistas da ONU, "todo o ser humano tem o direito a um padrão de vida que assegure serviços de saúde adequados e bem-estar". Isso inclui acesso à comida, roupas, moradia e serviços sociais.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, deixa claro que "todas as pessoas têm direito a uma ordem social na qual seus direitos e liberdades podem ser plenamente realizados".

Papel importante

Zayas e Jazairy afirmaram que não só a ONU, mas também todas as agências e membros do sistema das Nações Unidas têm um papel importante para alcançar justiça social para todos.

Eles explicam que o desenvolvimento social é a parte central das aspirações das pessoas em todo o mundo de viverem em sociedades mais pacíficas, justas e equitativas.

Essas sociedades devem garantir uma distribuição justa de renda, acesso a recursos, igualdade de oportunidades para todos os habitantes.

Realidade

O comunicado afirma que a promoção da justiça social "caminha lado a lado" com os avanços para conscientizar a população sobre os direitos humanos. Mas eles dizem que muito ainda precisa ser feito para que isso se torne realidade.

Os especialistas da ONU encerram o comunicado dizendo que para "alcançar a paz sustentável no mundo, todos devem trabalhar juntos pela justiça social na solidariedade internacional".

Citando a mensagem da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Zayas e Jazairy disseram que "se você quer paz, cultive a justiça social".

Fonte: Rádio ONU

Esperanza, o navio da frota do Greenpeace

Vista aérea do Esperanza durante navegação pelo oceano Índico. (© Jiri Rezac/ Greenpeace)

10/01/2017

Construído na Polônia em 1984, o Esperanza fazia parte de um grupo de 14 navios de combate a incêndio encomendados pelo governo russo entre 1983 e 1987. Sofrendo com a falta de recursos para sua manutenção no fim dos anos 1980, ele passou por vários donos até se transformar em um navio de abastecimento na Noruega.

Com 72 metros de comprimento e uma velocidade máxima de 16 nós, o navio é ideal para missões que exijam rapidez de resposta ou uma permanência longa em campo – inclusive no gelo. Até 40 pessoas podem ficar a bordo, incluindo pesquisadores, ativistas e cientistas.

Assim que o adquiriu, o Greenpeace preocupou-se em aperfeiçoá-lo tecnologicamente. Foram meses de reforma para que ele respeitasse o ambiente o melhor possível, com mudanças como:

- eliminação do máximo possível de material feito de amianto e confinamento seguro do restante;
- adaptação do sistema de combustível para evitar derramamentos;
- instalação de propulsão eletrônica a diesel, mais eficiente;
- câmara de reciclagem de águas residuais, bombardeando apenas água limpa ao mar;
- sistema de aquecimento alimentado por resíduos produzidos no navio;
- purificadores de água de esgoto, quinze vezes mais eficazes do que exige a legislação internacional;
- pintura com tinta sem TBT, substância de elevada toxicidade;
- refrigeração e ar-condicionado à base de amônia em vez dos gases CFC, que reduzem a camada de ozônio e são tóxicos;
- sistema de propulsão mais eficiente para reduzir as emissões de CO2.

Além disso, foram instalados equipamentos operacionais padrão para o Greenpeace, como um heliporto e guindastes especiais para o lançamento de barcos infláveis.

História

A primeira atividade do Esperanza aconteceu em 2002, para a campanha global “Save or delete”, que denunciava a destruição das florestas tropicais. O navio tem uma conexão especial com a campanha de Oceanos da organização. Em 2005, ele participou de ações contra a técnica de pesca de arrasto, que destrói a biodiversidade, e pela promoção de reservas marinhas.

No fim de 2007, o Esperanza conduziu uma expedição rumo ao Santuário de Baleias da Antártida. Com uma tripulação internacional, inclusive a coordenadora da campanha de Oceanos no Brasil, a expedição tinha por objetivo o fim da caça de baleias pelo Japão, expondo a possibilidade de fazer pesquisa científica sem matá-las. O Japão se utiliza do argumento científico para justificar a caça anual de baleias na região. O Greenpeace já comprovou que o destino dessas baleias é o prato e não as lâminas de microscópio.

Informações técnicas do Esperanza

Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Nome formal: Echo Fighter
Ano de comissionamento: 2000
Número de camas: 33
Barcos infláveis: 6
Heliporto: sim
Tipo do navio: expedição e pesquisa
Identificação: PD 6464
Construção: 1984 Poland Gdansk
Tonelagem bruta: 2.076 toneladas
Comprimento: 72,3 metros
Largura: 14,3 metros
Arrasto: 4,7 metros
Velocidade máxima: 14 nós
Motor principal: 5.876 BHP, 2*2.938 BHP Sulzer V12

Fonte: Greenpeace

FÓRUM SOCIAL EM PORTO ALEGRE

















Nota: Adesivos do Natureza e Paz nas barracas do Sr Divino, no Parque Farroupilha (Redenção).
Fotos: Carlos Nascimento

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