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A eleição de Trump e o meio ambiente

06/12/2016

O presidente eleito dos EUA quer tirar seu país de acordos internacionais do clima. Essa atitude poderá ser má influência para outras nações.

Artigo de Ricardo Ernesto

Depois de Donald Trump ter sido confirmado como o 45º presidente dos Estados Unidos, analistas de diversas áreas vêm tentando prever as conseqüências para o país e o mundo. Tal expectativa se deve ao fato de Trump ter dado as mais inesperadas declarações sobre diversos assuntos, enquanto candidato. Da construção de um muro entre o México e os Estados Unidos ao fechamento das fronteiras americanas aos imigrantes muçulmanos, até a imposição de taxas de importação aos produtos chineses. Isto sem falar dos comentários preconceituosos contra imigrantes latinos, até declarações machistas e a perspectiva do relativo fechamento da economia americana. Se o novo presidente americano colocar efetivamente em prática o que prometeu fazer em diversas áreas, o impacto sobre seu país e o restante do planeta será muito grande.

Nosso tema neste artigo são as perspectivas de desenvolvimento do setor ambiental sob a administração de um governo Trump. Em sua campanha pré-eleitoral o candidato fez diversas declarações sobre temas relacionados à questão ambiental. Entre outras coisas, afirmou não acreditar na existência das Mudanças Climáticas e que se eleito iria tirar os Estados Unidos do Acordo sobre o Clima. Internamente, o candidato declarou que limitará o poder da agência ambiental americana (EPA) e abrirá diversas áreas federais para a exploração do petróleo, gás natural e carvão. Também prometeu paralisar programas de redução de emissões instituídos pela atual administração.

Neste contexto, vamos lembrar que os Estados Unidos são a nação que, pelo menos nos últimos sessenta anos, mais influenciou a economia mundial. Novas tecnologias, novos produtos e maneiras de produzir, técnicas de administração e de marketing, enfim, a América influenciou, apoiou e em parte financiou a expansão do moderno capitalismo. Até as primeiras leis ambientais e grupos ambientalistas surgiram em solo americano. Assim, mesmo sendo o maior consumidor de recursos naturais e gerador de emissões – e até mesmo por isso – a atitude dos Estados Unidos em relação ao meio ambiente é importante para o mundo.

Por isso, se o governo americano reduzir internamente o controle ambiental, desenvolver ações que beneficiem o uso de combustíveis fósseis e internacionalmente se colocar em uma posição contrária à redução global das emissões, isso certamente terá uma influência sobre os outros países, a começar pela China. Trata-se de um bom negócio para governos, principalmente de países em desenvolvimento ainda às voltas com grandes problemas ambientais, reduzirem seus investimentos nesta área sob a alegação de que “a nação mais rica do mundo está fazendo o mesmo”.

Se, aliado a esse posicionamento em relação às questões ambientais os Estado Unidos ainda adotarem uma atitude de isolacionismo econômico, vão provocar atitudes semelhantes em outros países, o que acabará reduzindo os investimentos globais. A rarefação dos investimentos externos significa, para países como o Brasil, menos investidores para projetos de infraestrutura, como saneamento e energia, e paralisação de projetos de novas indústrias – todos envolvendo grandes investimentos em tecnologias de proteção ambiental. A relativa importância que a eleição de um presidente americano possa ter, neste caso poderá aumentar e exercer forte influência sobre o setor de meio ambiente em todo o planeta.



Crise se prolonga no Haiti com impugnação dos resultados eleitorais

Jovenel Moise, do Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), foi declarado vencedor 
em resultados preliminares divulgados pelo Conselho Eleitoral Provisório 
do Haiti (Foto: Hector Retamal/AFP)

06/12/2016 

Três partidos contestam a vitória de Jovenel Moise, que teve 55% dos votos. Primeira eleição, em outubro de 2015, foi cancelada após fraudes e contestação.

A interminável crise eleitoral prossegue no Haiti, depois de três dos candidatos impugnarem nesta sexta-feira (2) os resultados do primeiro turno da eleição presidencial, em meio a um drama que paralisa o desenvolvimento do país caribenho.

Segundo os dados anunciados na segunda-feira à noite pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP), Jovenel Moise - do Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), apoiado pelo ex-presidente Michel Martelly - obteve em 20 de novembro 55% dos votos; logo depois está Jude Célestin, com 19,52%; Moise Jean-Charles, com 11,04%; e Maryse Narcisse, com 8,99%.

Antes do anúncio dos resultados, o partido Lapeh, de Celestin, já havia escrito oficialmente ao CEP para contestar a maneira como haviam sido tratados os documentos saídos dos centros de votação.

"O decreto eleitoral estabelece que o eleitor deve assinar a folha de comparecimento ou, se não souber ler nem escrever, colocar sua digital. Lamentavelmente, o CEP escolheu não considerar este aspecto", disse nesta sexta-feira à AFP Gérard Germani, conselheiro político de Celestin.

O partido Pitit Dessalines, de Moise Jean-Charles, foi, inclusive, mais longe e acusou o CEP de corrupção.

"Segundo vários depoimentos, ao redor do hotel que abrigava o CEP na segunda-feira à noite havia veículos com muitos dólares dentro para negociar com os membros (do organismo)", assegurou à AFP o advogado deste partido, Evelt Fanfan.

"A prova é que três (dos nove) membros do CEP se negaram a assinar o documento com o anúncio dos resultados porque não estavam de acordo com esta prática".

O presidente do CEP, Leópold Berlanger, não quis fazer comentários sobre este conflito interno.

Certo de sua vitória, Jovenel Moise se mantém firme diante das críticas de seus principais adversários e das repetidas manifestações de centenas de moradores dos bairros pobres de Porto Príncipe.

Crise política e econômica

"O povo se expressou e agora acredito que seja a hora de nós, meus adversários, começarmos a entender que o país não pode se afundar nesta situação de violência", declarou Moise à AFP.

O primeiro turno da eleição presidencial ocorreu inicialmente em outubro de 2015 e Jovenel Moise já havia vencido. Mas, devido a contestação do resultado e das fraudes em massa, a votação foi anulada.
Como o mandato do presidente Michel Martelly, eleito em 2011, chegava ao fim, o Parlamento escolheu em fevereiro Jocelerme Privert, até então presidente do Senado, como presidente provisório.
Moise considera que já é hora de virar a página: "O país não pode aguentar mais esta eterna campanha presidencial", repete. "Sabemos que ganhamos as eleições no primeiro turno".

Apesar de ter conquistado 55% dos votos, Jovenel Moise não tem uma ampla popularidade no país, já que em 20 de novembro apenas 21% dos eleitores foram às urnas.

A instabilidade política paralisa o desenvolvimento econômico do país mais pobre das Américas, onde mais de 60% dos habitantes vivem com menos de dois dólares por dia. A dívida externa supera os dois bilhões de dólares e, diante da ausência de investimentos públicos e privados, o crescimento está parado em 2%.

Quase sete anos depois do terrível terremoto que matou mais de 200 mil pessoas, em janeiro de 2010, 55 mil haitianos continuam sobrevivendo em acampamentos em condições sobre-humanas, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM).

E a passagem do furacão Matthew, em outubro, voltou a ameaçar as esperanças de uma recuperação econômica.

No sul agrícola, a destruição dos cultivos colocou a nação em uma nova crise humanitária: mais de 800 mil haitianos necessitam de ajuda com urgência, segundo a ONU.

Diante desta situação, os jovens de classe média somente vislumbram sua salvação no exílio nos Estados Unidos: mais de cinco mil haitianos estão atualmente em centros de acolhida da Califórnia e vários milhares chegam ao Brasil e Chile, onde é mais fácil conseguir vistos.

Fonte: G1

Em vídeo para o Unicef, David Beckham pede fim da violência a crianças

David Beckham. Foto: ONU/Amanda Voisard (arquivo)

06/12/2016

Cenas de violência contra menores aparecem como tatuagens no corpo do ex-jogador e embaixador da agência da ONU; ideia é ilustrar a realidade brutal dos abusos físicos e psicológicos, que podem marcar as crianças para sempre.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou nesta segunda-feira um vídeo de 60 segundos estrelando o ex-jogador de futebol britânico David Beckham, que é embaixador da Boa Vontade da agência.

Cenas de violência a crianças aparecem no corpo de Beckham como se fossem tatuagens. Enquanto as tatuagens do próprio embaixador representam memórias felizes e importantes da vida dele, o Unicef destaca que milhões de crianças carregam marcas que não escolheram: as feridas da violência.

Marca eterna

Segundo a agência, o vídeo ilustra a "realidade brutal que os abusos físicos e psicológicos podem deixar para sempre nas crianças".

Na campanha, Beckham declara que "a violência marca as crianças para sempre", o que é errado, e por isso ele pede o fim da prática. Segundo o embaixador do Unicef, a cada cinco minutos, uma criança morre no mundo, vítima de abusos.

As ações podem acontecer em casa, nas escolas ou nas ruas. Ele espera que o projeto chame a atenção das pessoas para uma questão que Beckham considera ser urgente.

Bullying

Outros dados do Unicef mostram a gravidade do problema: uma entre 10 meninas menores de 20 anos já foi vítima de violência sexual, representando um total de 120 milhões de jovens.

A cada ano, quase 1 bilhão de crianças entre dois e 14 anos sofrem punições físicas de seus pais ou de quem cuida delas. E um terço dos estudantes entre 13 e 15 anos sofre bullying com regularidade.

Fonte: Rádio ONU


Neste Natal, adote uma árvore. Conheça o projeto Dá Pé

Iniciativa do programa 'Um pé de quê?' tem apoio da Coca-Cola Brasil
(Crédito:  Reprodução)

06/12/2016

O que você pode comprar com R$ 20 para dar um presente inesquecível neste Natal? Que tal uma árvore que vai proteger um curso d’água e limpar o ar que você respira? E nem será necessário cuidar dela, porque o valor inclui cinco anos de acompanhamento. Achou bacana? Então você tem até o próximo dia 22 para acessar o site do projeto Dá Pé e garantir a sua mudinha. Se quiser, ainda pode participar do plantio: no dia 11 de dezembro, às margens do Rio Una, em Taubaté, interior de São Paulo, e no dia 18, na Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro – área historicamente conhecida como sucesso de reflorestamento.

Essas ações fazem parte de uma iniciativa do programa “Um pé de quê?” em parceria com a SOS Mata Atlântica e apoio da Coca-Cola Brasil. Vinte mil árvores e um ano depois da primeira ação, realizada em Taubaté em 2015, o diretor Estevão Ciavatta e a atriz Regina Casé retomam a campanha. O objetivo agora é plantar três mil mudas em uma área de 1,5 hectare danificada por um incêndio, na Floresta da Tijuca, e assegurar mais 17 mil mudas às margens do Rio Una e em áreas próximas, nas quais há nascentes e olhos d’água que formam esse rio.

Ciavatta e Regina começaram essa história há 16 anos, quando lançaram o programa de televisão “Um pé de quê?”. Na época, algumas pessoas chegaram a dizer que seria legal eles fazerem uns três episódios, porque depois disso não teriam mais assunto, sabe como é, falar de árvore... Um engano do tamanho de um jequitibá-rosa adulto! “Um pé de quê?” virou livro, enciclopédia visual e um dos maiores acervos de imagens sobre árvores de que se tem notícia.

O diretor Estevão Ciavatta retoma a campanha ao lado de Regina Casé
Reprodução

“No ano passado, quando o programa de TV completava 15 anos, veio uma vontade de fazer uma ação concreta de reflorestamento e plantio em áreas degradadas. O Dá Pé vem de um desejo e da meta do ‘Um pé de quê?’ de aproximar as pessoas das árvores.  Nossa ideia é fazer florestas eternas”, explica o diretor.

Isso quer dizer o seguinte: os R$ 20 ou mais que forem doados durante a campanha contemplam as mudas e o plantio, a plataforma para o financiamento coletivo, os valores relacionados à comunicação e a parte jurídica de todas as terras – com esse dinheiro serão pagas todas as taxas exigidas pelo Cadastro Ambiental Rural e pelo Código Florestal. E tem cinco anos de manutenção garantidos pelo SOS Mata Atlântica. “É uma estrutura bem completa. Nós queremos florestas eternas, então constituímos áreas de reserva, de proteção permanente, tudo certo do ponto de vista legal”, destaca Ciavatta.

A Coca-Cola Brasil apoiou a campanha do ano passado e, agora, participa com um diferencial: a cada árvore que você plantar com a sua doação, a empresa planta outra, até chegar a cinco mil árvores. “O projeto Da Pé está alinhado com nosso compromisso de devolver às comunidades e à natureza toda a água usada em nosso processo de fabricação. Essa iniciativa se soma aos mais de 103 mil hectares onde já implementamos programas socioambientais de geração e retenção de água em bacias hidrográficas por meio de reflorestamento e conservação, em parcerias com outras organizações. Graças a esses programas e ao esforço contínuo por mais eficiência nas fábricas que hoje conseguimos devolver à natureza o dobro de água que utilizamos”, diz Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil.

Ciavatta conta que o projeto mudou sua vida e que, hoje, anda pela cidade reconhecendo árvores. Mas o objetivo da iniciativa vai muito além do plantio. “É um projeto de comunicação. No ano passado, alcançamos 3,8 milhões de pessoas pelas redes sociais. Queremos discutir, trazer as pessoas, porque sem árvores não teremos água, não teremos nosso planeta em condições de nos dar vida”, ele reforça.

Gostou da dica? Então vá lá no site para saber direitinho como participar. Se, além de contribuir com a campanha, você quiser ir pessoalmente plantar as mudas, mande um e-mail para dape@umpedeque.com.br. Para doar no exterior, basta acessar o site em inglês.



Cientistas promovem simpósio para dialogar com sociedade sobre futuro da Amazônia

Cientistas debatem o futuro da Amazônia
Foto: Felipe Rosa

06/12/2016

Por meio da Rede Amazônia Sustentável (RAS), algumas das principais instituições científicas que pesquisam a região uniram forças – e dados – para organizar o Simpósio Amazônia Sustentável, no dia 6 (terça-feira), das 8 às 17h, no Hotel Grand Mercure, em Belém. O evento é coordenado por Museu Goeldi, Embrapa Amazônia Oriental, Universidade de Lancaster e Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo, organizações que integram a RAS e é fechado, destinado a autoridades e formadores de opinião convidados.

Ao longo do dia, pesquisadores da RAS vão divulgar um resumo dos resultados de suas pesquisas mais relevantes alcançados nos últimos anos na Amazônia Oriental. Compartilhando a mesa com representantes do poder público, da sociedade civil e do setor produtivo, os cientistas pretendem aprofundar o diálogo entre ciência, sociedade e tomadores de decisão.

"Iremos apresentar as principais conclusões de um dos conjuntos de pesquisa mais abrangentes já feitos para uma região tropical de fronteira agrícola", adianta Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e uma das coordenadoras da RAS. "Pretendemos, com o simpósio, estimular e abrir espaço para a troca de conhecimentos entre cientistas e representantes dos mais diversos setores da sociedade. Ao discutir os desafios da gestão ambiental na Amazônia e compartilhar nossas evidências científicas e percepções de campo, esperamos ajudar os tomadores de decisão a pensar medidas mais eficazes para que a economia da região caminhe de mãos dadas com a conservação, atingindo a verdadeira sustentabilidade". 

O simpósio terá cinco mesas temáticas de debate: Florestas em transformação, Sistemas Aquáticos, Regularização Ambiental, Fogo e Economia Rural. Representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério Público Estadual do Pará, da Agência Nacional de Águas, do Ibama-Prevfogo, entre outros, vão compor as mesas de discussão com os cientistas. A ideia é que os resultados científicos apresentados provoquem, entre esses atores, reflexões e debates sobre possíveis caminhos de sustentabilidade nos usos da terra na Amazônia.

O Secretário Estadual do Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca do Pará, Hildegardo de Figueiredo Nunes, o Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e o Secretário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Netto, também participarão das mesas.

As discussões, porém, não ficarão restritas ao palco: representantes de instituições científicas e da sociedade civil que estarão na plateia - como INPA, Imazon, Greenpeace, WWF e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém - também terão voz para dar suas contribuições. Quem abre o evento é o coordenador do Observatório do Clima e ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, que vai fazer uma reflexão sobre a sustentabilidade nos usos da terra. O fechamento fica por conta do jornalista Matthew Shirts, um dos criadores do projeto Planeta Sustentável e ex-redator chefe da revista National Geographic Brasil.

Sobre a Rede Amazônia Sustentável (RAS)

Os dados a serem apresentados no Simpósio foram produzidos por mais de 100 pesquisadores de 30 instituições do Brasil e do exterior. Em 2009, eles se uniram para formar a Rede Amazônia Sustentável (RAS), que vem avaliando as consequências ambientais e sociais das mudanças nos usos da terra no leste da Amazônia brasileira. Ao longo dos últimos sete anos, mais de 400 locais de estudo e 36 bacias hidrográficas do bioma estiveram na mira dos cientistas da RAS.

As instituições que lideram a rede são o Museu Paraense Emílio Goeldi, a Embrapa Amazônia Oriental, a Universidade de Lancaster e o Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo. Além delas, integram a RAS o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), diversas universidades brasileiras das regiões Nordeste, Sudeste e Sudoeste, universidades estrangeiras como Boston e Manchester, entre outras.

Serviço:

Simpósio Amazônia Sustentável

Quando: 6 de dezembro, terça-feira

Onde: Hotel Grand Mercure, Belém, Pará

Horário: 8h às 17h


Fonte: Bernardo Câmara

Núcleo de Comunicação Organizacional 
Embrapa Amazônia Oriental 
amazonia-oriental.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (91) 3204-1099

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Em parceria com OMS, Haiti vacina 729 mil pessoas contra cólera

Foto: Minustah/Logan Abassi

29/11/2016

Imunização ocorreu nos departamentos em Sud e Grand Anse, que foram arrasados pelo furacão Matthew, no início de outubro; Ministério da Saúde haitiano diz que campanha atingiu mais de 90% da população.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

O governo do Haiti e a Organização Pan-Americana da Saúde informaram ter concluído uma campanha de vacinação contra o cólera que imunizou 729 mil pessoas no país.

As áreas da vacinação foram os departamentos de Sud e Grand Anse, afetados fortemente pela passagem do furacão Matthew no início de outubro.

Sistema de água

A iniciativa, lançada em 8 de novembro, contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, e outros parceiros. Ao todo foram alcançadas 16 localidades, onde há mais registros de casos de cólera devido aos danos causados aos sistemas de água e saneamento básico.

Dados do Ministério da Saúde haitiano indicam que  90% das pessoas em Sud foram vacinadas e em Grand Anse 94%.

Em algumas áreas, as equipes enfrentaram dificuldades porque várias ruas foram interditadas após a passagem do furacão. Autoridades haitianas estão fazendo um levantamento sobre o número de pessoas que não foram vacinadas.

Suspeitas

A campanha levou 1 milhão de doses orais da vacina fornecida pela Gavi e a Força-Tarefa para o Controle do Cólera.

Dentre os parceiros que apoiaram o Ministério da Saúde na campanha estão Unicef, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a organização CDC.

Desde a passagem do furacão Matthew, em 4 de outubro, mais de 5,8 mil suspeitas de cólera foram notificadas ao Ministério da Saúde.

A população que ainda precisa de ajuda é de 1,4 milhão de pessoas.

Mais de 175 mil haitianos estão vivendo em abrigos improvisados desde então.

Fonte: Rádio ONU

Ambev se une ao Green Nation em busca de sustentabilidade

29/11/2016

Em sua terceira edição, festival discutiu temas e comportamentos ligados ao dia a dia da sociedade 

O sonho da Ambev é ser a melhor empresa de bebidas, unindo as pessoas por um mundo melhor. Pensando nisso, a companhia apresentou o Green Nation um festival que propõe um diferente olhar sobre a sustentabilidade e une cultura, arte, entretenimento e esporte de forma interativa, com o objetivo de construir uma sociedade nova, de verdade, tanto em palavras, ações e pessoas, especialmente quanto ao meio ambiente.

Desde a quinta-feira, 24, até o domingo, 27, o Green Nation, aconteceu na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. A entrada era gratuita o que atraiu grande público nos quatro dias do festival. A Ambev aproveitou a oportunidade para mostrar ao público presente no festival o seu compromisso com o meio ambiente e promover atitudes conscientes e sustentáveis entre os participantes. Por meio de atrações como o Mundo das Águas, os visitantes puderam ampliar seus conhecimentos sobre o tema e refletir sobre seus hábitos e os possíveis impactos na disponibilidade de água, aquecimento global e até na vida marinha.

A professora Márcia Marques pula para encher de água 
uma árvore e realizar o plantio de uma espécie ás margens 
do Rio Guandu
Na estação “Caminhos da Reciclagem”, as pessoas acompanharam a trajetória de  cada garrafa usada descartada corretamente e reciclada. E, logo depois, uma outra história sendo reescrita, conhecendo todo o processo de reciclagem que transforma uma garrafa de Guaraná Antarctica em outra nova. “Eu tinha um entendimento mais teórico sobre o processo de reciclagem por ser professora, mas a partir do momento que você tem a oportunidade de ver um equipamento desses, que mostra os caminhos da reciclagem, fica mais fácil de entender e pensar em participar dessa atividade. Isso faz com que eu pense mais em separar meu lixo e saber o quanto posso reutilizar as embalagens e agredir menos o meio ambiente”, contou a professora Marcela Pereira.

Simone Veltri, gerente de relações socioambientais da Ambev, contou que o compromisso vai além da reciclagem. “Tudo tem início no apoio às organizações de catadores e vai até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, tais como a garrafa PET 100% do Guaraná Antarctica e as garrafas de vidro retornáveis que são, ainda, produzidas com 60% de caco reciclado”, revela.

Não foi difícil para os participantes perceberem, descobrirem ou reconhecerem a presença da Ambev em diversos pontos do Green Nation. O Rio Guandu, principal fonte de abastecimento de água do Rio de Janeiro e que faz parte do programa Bacias, da Ambev, foi levado mais próximo ao público. Uma nave sobrevoava suas águas e mostrava o caminho que a água faz até chegar nas torneiras da residência da população. O voo também passou por áreas degradadas, assoreadas e reflorestadas e mostrou a importância da conservação das matas e florestas nas margens do rio para a qualidade e quantidade de água. “Eu ouvia falar do Rio Guandu, mas nunca tinha visto nenhuma imagem dele”, revela a médica Fabiana Machado, que complementa: “Depois de fazer esse sobrevoo, a gente amplia nossos horizontes, faz pensar na responsabilidade que cada um tem, de cuidar da qualidade da água, de não desperdiçar. E saí mais certa que cada um pode fazer sua parte para preservar”.

Outra atração do Green Nation abordou o consumo inteligente de bebidas alcoólicas, um assunto relacionado aos principais produtos produzidos pela Ambev. A ideia era conhecer mais sobre o que é o consumo moderado e o que é  o consumo nocivo de álcool, entendendo o papel de decisões conscientes e compreendendo a importância de beber sem exageros. “A sensação desse simulador é muito real. A projeção da realidade virtual é incrível. Você fica tonto realmente e perde a noção. Não pode dirigir e beber. Não pode ingerir álcool em excesso. Você se expõe a situações perigosas e não sabe o que pode acontecer. É uma atração bacana para quem acabou de fazer 18 anos para perceber que consumir em demasia pode ser prejudicial”, recomendou a produtora cultural Amanda Duarte. “Até pensei em ir de novo, mas fiquei tonta da primeira vez e desisti”, riu.

Ainda sob a batuta da companhia, na atração “Plante água”, os participantes eram convidados a se movimentar para apadrinhar uma árvore que será  plantada em áreas degradadas nas margens do Rio Guandu, através do Projeto Bacias, capitaneado pela Ambev. “Fiquei sabendo agora que o Rio Guandu é que abastece nossa cidade. É muito importante fazer parte desse projeto de preservação. Estou super animada por ser a responsável plantação de uma árvore às margens do Guandu”, diverte-se a professora Marcia Marques, enquanto pula no tablado e enche de água a imagem de uma árvore projetada em uma tela.

Para a gerente de gerente de relações socioambientais da Ambev, Simone Veltri, o Green Nation é essencial para todos os cidadãos. “Nossa presença como principal patrocinador de um evento como esse vem reforçar nossa preocupação com o tema e, também, com a importância do envolvimento de toda a sociedade neste processo” complementou Vetri.

Depois de separar o lixo em uma outra atração do Green Nation, a pequena Manuela Barreto, de 7 anos, deu o recado que ecoou na cabeça de todos os que passaram por ali: “Eu já coloco todo o lixo no lugar certo. E acho que todas as pessoas têm de cuidar da natureza”.



Francisco convida cientistas a se aliarem na defesa do meio ambiente

Papa destaca papel essencial dos cientistas no cuidado com o meio ambiente - AP

29/11/2016

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã de segunda-feira (28/11), os membros da Pontifícia Academia das Ciências que participam de sua Plenária sobre o tema da sustentabilidade.

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que nunca como agora é evidente a missão da ciência a serviço de um novo equilíbrio ecológico global. De modo especial, ressaltou a renovada aliança entre a comunidade científica e a comunidade cristã para proteger a casa comum, “ameaçada pelo colapso ecológico e pelo consequente aumento da pobreza e da exclusão social”.

Citando a Encíclica Laudato si’, o Papa falou da necessidade de uma “conversão ecológica”, que requer, de um lado, a plena assunção da responsabilidade humana para a com a criação e os seus recursos e, de outro, a busca da justiça social e a superação de um sistema injusto que produz miséria, desigualdade e exclusão.

Novo modelo

Para Francisco, cabe antes de tudo aos cientistas – livres de interesses políticos, econômicos e ideológicos – construir um modelo cultural para enfrentar a crise das mudanças climáticas e de suas consequências. Do mesmo que foi capaz de estudar e demonstrar a crise do planeta, hoje a categoria é chamada a construir uma liderança que indique soluções nos campos hídrico, das energias renováveis e da segurança alimentar.

Os cientistas, acrescentou, podem colaborar num sistema normativo que inclua limites invioláveis e garanta a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder produzam danos irreversíveis não somente ao meio ambiente, mas também à convivência, à democracia, à justiça e à liberdade.

O Pontífice criticou a submissão da política à tecnologia e à finança, que buscam o lucro acima de tudo. Esta submissão é demonstrada pelo atraso na aplicação dos acordos mundiais sobre o meio ambiente, além das contínuas guerras de predomínio disfarçadas de nobres reivindicações, que causam sempre mais prejuízos à natureza e à riqueza moral e cultural dos povos.
Não obstante isso, exortou o Papa, “não percamos a esperança e vamos aproveitar o tempo que o Senhor nos dá”, pois existem inúmeros sinais encorajadores de uma humanidade que quer reagir, escolher o bem comum e regenerar-se com responsabilidade e solidariedade.

Plenária

“Ciência Sustentabilidade. Impacto dos conhecimentos científicos e da tecnologia sobre a sociedade humana e sobre o meio ambiente” é o tema da Plenária deste ano da Academia.

Desde o dia 25, os membros são convidados a refletir sobre como os avanços científicos já alcançados ou ainda a serem descobertos podem impactar de maneira positiva ou negativa  no desenvolvimento sustentável das sociedades e em seu meio ambiente.
Universidade de São Paulo

O único brasileiro membro da Pontifícia Academia é o Professor da Universidade de São Paulo (USP), Vanderlei Bagnato. Em sua palestra, em 29 de novembro, Dr. Bagnato desenvolverá o tema “Novas formas fotônicas para controlar infecções locais em crianças - Evitando a catástrofe antibiótica”.



Brasil reconhece que combate ao desmatamento da Amazônia está estagnado

Floresta queimada na Amazônia (Foto: Erika Berenguer)

20/11/2016 

Durante Conferência do Clima em Marrakesh, o governo diz que as taxas de desmatamento pararam de cair – e promete monitoramento no Cerrado

Durante os últimos anos, o mote do governo brasileiro em reuniões internacionais sobre meio ambiente era mostrar como o Brasil conseguiu, com sucesso, reduzir drasticamente o desmatamento. Com razão. Em dez anos, o país reduziu em 78% o desmatamento na Amazônia. Só que, recentemente, esse progresso ficou estagnado. Pior, os dados de 2015 mostram aumento no desmate.

Em evento durante a Conferência do Clima da ONU em Marrakesh, no Marrocos, o governo brasileiro reconheceu que as taxas de desmatamento pararam de cair. O secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, disse que estamos há quatro anos sem redução na derrubada de árvores na Amazônia.

"Estamos engajados no combate contínuo ao desmatamento da Amazônia, que, nos últimos quatro anos, parece ter chegado a uma planície. Não está mais caindo, como esperávamos. Nós precisamos então olhar para isso e fortalecer as medidas de comando e controle e, ao mesmo tempo, criar alternativas econômicas viáveis e sustentáveis para os 25 milhões de pessoas que vivem na região."

O secretário também disse que o governo deve lançar em breve um programa para o monitoramento do Cerrado. "Estamos comprometidos em reduzir o desmatamento também nos demais biomas brasileiros. Vamos em breve começar um sistema de monitoramento no Cerrado", disse. O Cerrado tem hoje taxas de desmate tão altas quanto os da Amazônia, e é também menos protegido pela legislação.

Lucero disse que o Brasil ampliará os esforços no combate ao desmatamento ilegal e fará programas de compensação para repor áreas desmatadas dentro da lei. Além disso, ressaltou que o Brasil se comprometeu, no Acordo de Paris, a restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2020. O secretário não mencionou as críticas feitas pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que também está em Marrakesh. Maggi tem dito à imprensa que o setor agropecuário não pode se comprometer com a restauração florestal por conta do custo, que ele julga muito alto.

Apesar dos sinais de esgotamento da política atual para a Amazônia, os esforços do Brasil foram reconhecidos por ministros de vários países, como o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen. "O que é uma implementação bem-sucedida de política florestal? A resposta mais simples é: o que o Brasil fez", disse. Segundo ele, as medidas de monitoramento e combate ao desmatamento permitiram reduzir "massivamente" o desmate no Brasil na última década, ao mesmo tempo que melhorou a vida da população local. Helgesen defendeu que outros países incluam políticas para as florestas em seus compromissos firmados no Acordo de Paris.

* O repórter viajou a convite da Earth Journalism Network

Fonte: Época


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