BRICS REALIZA TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS DO MEIO AMBIENTE NA CHINA



26/06/2017

Tianjin, (Xinhua) -- Os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reuniram em Tianjin, no norte da China. Eles prometeram fazer esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a prevenção da poluição.

Altos funcionários do meio ambiente do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discutiram importantes desafios e oportunidades existentes para alcançar o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental a nível nacional, regional e mundial, assinala um comunicado publicado na sexta-feira.

"Enfatizamos a necessidade de meios para cumprir o Acordo de Paris, incluindo a transferência de tecnologia de países desenvolvidos aos países em desenvolvimento", de acordo com o documento.

"Apreciamos que a conservação e o uso sustentável da abundante biodiversidade de países do BRICS sejam de significado especial para o ambiente global e para obter objetivos e metas concordados internacionalmente", acrescentou.

Também reiteraram sua intenção de promover a cooperação dentro do BRICS na área de prevenção da poluição.

Fonte: Portuguese.people

SCHWARZENEGGER E MACRON LANÇAM PACTO MUNDIAL PELO MEIO AMBIENTE, EM PARIS

Arnold Schwarzenegger - EFE/Ian Langsdon

26/06/2017

Da Agência EFE

O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, afirmou nesta sexta-feira (23), após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, que "é importante que possamos criar um futuro verde". Macron recebeu Schwarzenegger pela ocasião do lançamento em Paris do "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente", que pretende transformar em um tratado internacional.

Segundo o ator, a reunião no Palácio do Eliseu foi "fantástica" e Macron, assim como ele, está "apaixonado" pelos assuntos de meio ambiente e será um grande líder nesta área para seu país e para o mundo. Schwarzenegger é fundador da iniciativa R20 – Regiões para Ação Climática, uma ONG que ele criou em 2010 para auxiliar os governos a desenvolver projetos de desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliência climática.

O ex-governador da Califórnia disse que "todos os países devem participar" das iniciativas ambientais porque os problemas são de alcance mundial, uma mensagem alinhada com as suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris sobre a mudança climática. "Não existe um ar liberal ou um ar conservador. Todos respiramos o mesmo ar", argumentou.

O chamado "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente" foi impulsionado, entre outros, por Laurent Fabius, que conduziu as negociações finais do Acordo de Paris quando era ministro das Relações Exteriores da França; pelo ex-secretário geral da ONU Ban Ki-moon, e pelo novo ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, além do próprio Schwarzenegger.

Fonte: Agência Brasil

INCÊNDIO EM RESERVA FLORESTAL REMOVE 1.800 PESSOAS DE CASA NA ESPANHA

Foto: Reprodução BBC TV

26/06/2017

Dez helicópteros, sete aviões e quatro hidroaviões foram mobilizados para combater as chamas

Um incêndio atinge neste domingo (25) o parque natural de Doñana, reserva no sul da Espanha, depois de provocar a evacuação de mais de 1.800 pessoas da região, anunciaram as autoridades.

O fogo, que começou no sábado à noite (24) na localidade de Moguer, “entrou nos limites do espaço natural de Doñana”, disse o conselheiro do Meio Ambiente do governo regional da Andaluzia, José Fiscal.

Dez helicópteros, sete aviões e quatro hidroaviões foram mobilizados para combater o incêndio, de acordo com os serviços de emergência. Na região também há centenas de técnicos, agentes de meio ambiente e bombeiros florestais com 15 veículos de extinção, além da Unidade Médica de Incêndios Florestais (UMIF) e da Unidade Móvel de Meteorologia e Transmissões (UMMT).

A Espanha sofre com uma seca e várias regiões do país estão em alerta máximo de incêndio. O parque de Doñana tem mais de 50 mil hectares e é uma área importante para aves migratórias da África e da Europa, além de ser o lar de uma variedade de animais.

Fonte: Bahia.ba

LOGÍSTICA REVERSA CONTRIBUI PARA DIMINUIÇÃO DE LIXO

Lixo reciclável: lavar ou não? Como separar o lixo? - greenMe.com.br - com.br

26/06/2017

Os fabricantes agora são responsáveis por reciclar pelo menos 17% de seus resíduos.

Pensar que o planeta em que vivemos está ficando coberto de lixo é algo assustador. Por isso, foi criado o método da logística reversa, para tentar reduzir o teor de resíduos que tornam-se lixo.

Nem tudo que é jogado na lixeira é lixo, isso porque existe uma enorme diferença entre lixo e resíduo. Lixo é tudo aquilo que não pode ser reaproveitado, ou seja, deve ser descartado. Já os resíduos podem ser recuperados, reciclados e reutilizados.

A lei número 12.305 e seu regulamento, decreto número 7.404, disserta sobre a responsabilidade perante os resíduos sólidos, essa lei define que os fabricantes possuem a responsabilidade de reciclar pelo menos 17% de tudo que produzem.

Dessa forma, a logística reversa atua como cooperadora do meio ambiente.

O conceito de logística compreende toda a sequência de ações que garantem que o produto chegue até o consumidor final, sendo assim, a logística reversa nada mais é do que o processo inverso, ou seja, o produto voltará do consumidor para o fabricante.

A Apple, a Philips e a HP criaram métodos para facilitar a prática da logística reversa.

A Apple certifica que seus clientes que levarem os aparelhos antigos às suas lojas para serem avaliados por profissionais, receberão o valor do aparelho, que poderá ser utilizado para a compra de um aparelho novo. o aparelho antigo será, então, encaminhado para a reciclagem. Atualmente, esse método só é válido nos Estados Unidos, mas será expandido em breve.

A Philips equipou quase 100 assistências técnicas com urnas próprias para coletar baterias e pilhas.

A HP criou um e-mail para atender os clientes que desejam ter seus produtos e suprimentos de impressão da marca reciclados. O e-mail é o reciclagem@hp.com.

Uma outra medida para auxiliar na redução do lixo é a coalizão embalagens, esse acordo, assinado em 2015, tem como meta a redução de 22% das embalagens destinadas aos aterros até o final de 2017, utilizando o conceito de logística reversa.

No dia 1° de fevereiro deste ano, foi apresentado pela coalizão embalagens, um relatório com os resultados prévios. Nele consta que 51,2% da população brasileira está engajada na missão. No qual 422 municípios de 25 estados brasileiros participam.

Toda a população é convidada a contribuir, para isso, a Tetra Pak, uma empresa que fabrica embalagens, criou um site, www.rotadareciclagem.com.br, que ajuda a localizar os pontos que atuam como compradores de recicláveis. #planeta #Terra #geografia

ESTA TINTA PODE TRANSFORMAR PAREDES EM USINAS DE ENERGIA INFINITA

Pesquisadores australianos encontraram um novo método de geração 
de energia. (Reporter/Thinkstock)

26/06/2017

Pesquisadores desenvolvem tinta "solar" capaz de absorver vapor d'água e dividi-lo para gerar hidrogênio, considerado o combustível do futuro

Por Vanessa Barbosa 

São Paulo – Já pensou se as paredes da sua casa pudessem gerar energia limpa? Pelo menos em laboratório isso já é possível. Pesquisadores da Universidade RMIT (Royal Melbourne Institute of Technnology), na Austrália, desenvolveram uma tinta “solar” capaz de absorver o vapor de água do ar e dividi-lo para gerar hidrogênio, uma fonte de energia limpa e inesgotável

A tinta contém um composto recém-desenvolvido que atua como gel de sílica, aquele material comumente usado em saquinhos para absorver a umidade de medicamentos, bolsas e caixas de sapato e mantê-los sempre secos. Mas, além de absorver umidade do ar, o novo material, a base de sulfureto de molibdênio sintético, também atua como um semicondutor.

É aí que a mágica acontece. Na presença de luz solar, esse composto catalisa a divisão do vapor de água em oxigênio e hidrogênio. Para captar a luz solar, os pesquisadores misturaram dióxido de titânio no composto.

“O óxido de titânio é o pigmento branco que já é comumente usado na pintura de parede, o que significa que a adição simples do novo material pode converter uma parede de tijolos em uma usina de energia”, diz o pesquisador principal do estudo Dr. Torben Daeneke, em comunicado.

Os pesquisadores Kourosh Kalantar-zadeh e Torben Daeneke com um frasco 
da tinta “solar”. (RMIT University/Divulgação)

A invenção tem uma série de vantagens, segundo ele. “Não há necessidade de água limpa ou filtrada para alimentar o sistema. Qualquer lugar que tenha vapor de água no ar, mesmo áreas remotas longe da água, pode produzir combustível“, afirma.

O passo seguinte para avançar no processo é encontrar uma forma de armazenar o combustível hidrogênio na prática, o que de forma alguma afeta o caráter extraordinário da descoberta. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico ACS Nano, da American Chemical Society.

Fonte: Exame.com

NORUEGA ANUNCIA CORTE DE QUASE R$ 200 MI AO FUNDO DA AMAZÔNIA

Amazônia: a Noruega já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão (foto/Divulgação)

23/06/2017

O Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado

Oslo – Em plena viagem oficial do presidente Michel Temer (PMDB) para Oslo, o governo da Noruega anuncia o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.

A Noruega é o maior doador ao Fundo da Amazônia e já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão. Mas, para 2017, a liberação de recursos foi reexaminada. Em uma carta enviada pelos noruegueses ao governo brasileiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19, o alerta já estava claro de que o dinheiro poderia secar diante das falhas do Brasil em suas políticas ambientais.

Questionado se poderia garantir que a taxa de desmatamento seria reduzida para o futuro, Sarney Filho disse que “apenas Deus poderia garantir isso”.

“Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas, e a esperança é de que ele diminua”, afirmou o ministro brasileiro.

Sarney Filho ainda culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo desmatamento.

“O ministro norueguês é bem informado e sabe que (o aumento do desmatamento) é fruto do governo passado e do corte de orçamento nos órgãos de fiscalização”, disse.

Corte

No total, o Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia, metade do que recebeu no ano passado.

O fundo tem como base um acordo de 2008 que diz que quando um desmatamento aumenta, o dinheiro é cortado.

“Isso vai significar um corte de metade (da parcela)”, disse o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidal Helgeser, depois de uma reunião marcada às pressas com Sarney Filho.

“Nossas contas estão baseadas nas taxas. O resultado do desmatamento é o que importa”, disse o ministro escandinavo, que afirmou estar confiante de que o problema volte a ser combatido no Brasil depois de algumas promessas do governo.

Mesmo assim, ele insistiu que uma decisão sobre o futuro da Amazônia não depende dele. “As decisões sobre as florestas brasileiras dependem do Brasil, não da Noruega”, disse.

“Estou otimista de que ministro brasileiro está fazendo o que pode para ter orçamento e leis.”

Helgeser admitiu que sabe que existe um “debate político” no Brasil sobre o futuro da preservação ambiental.

“O Brasil mostrou ao mundo que pode ser feito e eu sempre usou como exemplo”, insistiu o escandinavo, que fez questão de apontar que o dinheiro pode voltar em 2018 se o Brasil conseguir frear o desmatamento.

Desmatamento

O corte é baseado no avanço do desmatamento de 2016. Os valores, porém, serão confirmados nos próximos dois meses. De acordo com as autoridades norueguesas, esses números referentes ao dinheiro não devem sofrer grandes mudanças.

Na parcela paga no final de 2016, Oslo admite que já havia realizado um corte – mas de apenas 10%.

No total, o desmatamento chegou a 6 mil quilômetros quadrados em 2015 e 8 mil km² em 2016.

Sarney Filho tentou minimizar o corte nos recursos. “Isso já estava previsto pelos acordos e é resultado dos últimos anos”, afirmou.

Para o chefe da pasta no Brasil, o País já conseguiu recompor o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e acredita que o controle vá voltar.

“A curva que estava ascendente começou a reverter. Nossa expectativa é de que o desmatamento tenha caído”, disse.

Recuo

Na segunda-feira, Temer havia vetado medidas provisórias do Congresso que permitiam reduzir áreas de preservação no Pará.

Mas não apresentou alternativas. Nesta quinta-feira, Sarney Filho indicou que não há mais garantia de que vá apresentar um projeto de lei ainda nesta semana que substitua as Medidas Provisórias 756 e 758, barradas pelo governo.

Depois do veto de Temer, ele se reuniu com a bancada do Pará no Congresso e, em um vídeo, aparenta concordar com gesto positivo com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de que as MPs seriam substituídas por um projeto de lei que iria no mesmo sentido de reduzir a área de proteção. Em Oslo, ele negou qualquer aprovação ao pedido do senador.

“Vamos esperar um parecer técnico. Mas isso não está pronto. O que há de concreto é que não há nada. O resto é especulação”, completou, sendo retirado por assessores.

Segundo ele, o fato de se diminuir uma área de proteção não significa que esteja incentivando o aumento do desmatamento.

Fonte: Exame.com

8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA - PLATAFORMA SUA VOZ



22/06/2017

Em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água acontecerá em Brasília/DF e reunirá os principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no mundo.

Você poderá participar do Fórum contribuindo com ideias, experiências, discussões por meio da Plataforma Sua Voz.

Essa ferramenta on line de consulta aberta, permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta deem sugestões que poderão ser debatidas no maior encontro mundial sobre água.

Essa é oportunidade de expressão de diferentes pontos de vista para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão das águas no mundo.



Está aberta a segunda rodada de discussão que tratará de temas transversais nos seguintes períodos:

 São 6 salas de debate em que os temas
transversais serão discutidos: 



A Plataforma Sua Voz está disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e conta com ferramenta de tradução para mais 90 idiomas,  de modo a facilitar a participação de pessoas da  maioria dos países do mundo.

O objetivo é fazer do 8º Fórum um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Fonte: ABRH

ESTUDO REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA AMAZÔNIA NA REGULAÇÃO DA QUÍMICA ATMOSFÉRICA



22/06/2017

Medições aéreas feitas no âmbito da campanha científica Green Ocean Amazon Experiment (GOAmazon) revelaram que a floresta amazônica emite pelo menos três vezes mais isopreno do que estimavam os cientistas. Segundo os pesquisadores, a substância interfere no balanço de gases de efeito estufa na atmosfera.

Conforme Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coautor do estudo, a substância é considerada um dos principais precursores do ozônio na Amazônia e, de forma indireta, interfere no balanço de gases de efeito estufa. Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de maio na revista Nature Communications.

“A descoberta explica uma série de questões antes não compreendidas, por exemplo, as altas concentrações de ozônio encontradas vento abaixo de Manaus, que não podiam ser explicadas pela ação antrópica”, disse Artaxo, coordenador do Projeto Temático “GOAmazon: interação da pluma urbana de Manaus com emissões biogênicas da Floresta Amazônica”.

As estimativas anteriores eram baseadas em medidas feitas por satélites ou em torres de até 60 metros de altura. Durante a campanha científica GOAmazon, porém, foi possível obter novos dados com o avião de pesquisa Gulfstream-1, que pertence ao Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), dos Estados Unidos, e atinge até 6 mil metros de altitude.

As medições com a aeronave foram feitas nos anos de 2014 e 2015 – tanto na estação chuvosa como no período de seca – e foram comparadas com dados obtidos no nível do solo. “Com medidas feitas a 4 mil metros de altitude, foi possível calcular uma emissão média referente a uma área muito maior do que a considerada em trabalhos anteriores. Assim, pudemos perceber que as emissões biogênicas naturais são muito maiores do que se imaginava”, disse Artaxo.

Outra descoberta considerada pelos pesquisadores como “surpreendente” foi que as emissões de isopreno variam fortemente de acordo com a elevação do terreno – sendo maiores nas regiões mais altas. Para uma elevação de 30 metros, por exemplo, o fluxo de isopreno foi de 6 miligramas por metro quadrado por hora (mg/m2/h), enquanto para uma elevação de 100 metros foi de cerca de 14 mg/m2/h.

“A região amazônica é, de modo geral, de baixa elevação. Nas áreas sobrevoadas pelo avião, havia pequenas oscilações no terreno e pudemos notar que nas regiões mais altas as emissões eram bem maiores”, disse Artaxo.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo explicar o motivo dessa variação das emissões – observada tanto no período seco como no chuvoso. Duas hipóteses são apontadas no artigo e vão requerer novos experimentos para serem testadas.

Uma das possibilidades é que a população de plantas existente em áreas alagadas (mais baixas) seja diferente da encontrada em regiões de maior altitude – e o nível de emissão de isopreno varia de acordo com a espécie biológica.

Outra hipótese é que as plantas de áreas mais elevadas, por apresentarem maior dificuldade para obter água, liberariam mais isopreno em resposta a um estresse hídrico. “Embora chova muito na Amazônia, já foi mostrado que, em algumas regiões, o lençol de água desce bem abaixo do solo na estação seca. Há plantas com raízes muito profundas, capazes de coletar água a 10 ou 20 metros abaixo do nível do solo”, comentou Artaxo.

Interações atmosféricas

O isopreno é um dos compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) emitidos naturalmente pela vegetação amazônica. É uma das fontes dos aerossóis orgânicos secundários que servem de núcleo de condensação de nuvens – ajudando a regular o ciclo hidrológico na região.

Ao se decompor, o isopreno dá origem a diversos subprodutos – entre eles o radical hidroxila (OH). Essa molécula, em certas condições, quando encontra com o oxigênio atmosférico (O2), dá origem ao ozônio (O3), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Em altas concentrações, o ozônio pode irritar os estômatos das plantas, que são os canais usados na troca de gases e na transpiração, dificultando a fotossíntese e a assimilação de carbono pela vegetação.

“Além disso, o radical OH controla a oxidação do metano na atmosfera, outro importante gás de efeito estufa. Dependendo da situação, o radical OH pode prolongar ou reduzir a meia-vida do metano, com implicações para o balanço de gases de efeito estufa”, explicou Artaxo.

Segundo o professor do IF-USP, a Amazônia já era considerada a maior fonte mundial de isopreno mesmo antes das novas descobertas. “Esses resultados reforçam a relevância desse ecossistema na regulação da química atmosférica tropical do planeta. Agora, precisamos incluir os resultados nos modelos climáticos globais para saber exatamente qual é o efeito climático desses novos valores de emissões.”

Iniciada em 2014, a campanha científica GOAmazon tem entre seus objetivos investigar o efeito da poluição urbana de Manaus sobre as nuvens amazônicas e avançar no conhecimento sobre os processos de formação de chuva e a dinâmica da interação entre a biosfera amazônica e a atmosfera. Com base nos achados, os pesquisadores pretendem estimar mudanças futuras no balanço radiativo, na distribuição de energia, no clima regional e seus impactos para o clima global.

O consórcio conta com financiamento do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), entre outros parceiros (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/18691).

O artigo Airborne observations reveal elevational gradient in tropical forest isoprene emissions (doi:10.1038/ncomms15541), de Dasa Gu, Paulo Artaxo, Alex Guenther Hu e outros, pode ser lido em: www.nature.com/articles/ncomms15541).

Fonte: Acrítica

PRÊMIO ANA RECEBE INSCRIÇÕES ATÉ 30 DE JUNHO



22/6/2017

Os interessados em inscrever trabalhos no Prêmio ANA 2017 terão mais uma oportunidade. Até 30 de junho a Agência Nacional de Águas (ANA) receberá inscrições de projetos nas nove categorias em disputa: Empresas de Micro e Pequeno Porte; Empresas de Médio e Grande Porte; Ensino; Governo; Imprensa – Impressos e Sites; Imprensa – Rádio; Imprensa – TV; Organizações Civis; e Pesquisa e Inovação Tecnológica. As inscrições podem ser realizadas por meio do hotsite do Prêmio ANA (premio.ana.gov.br), sendo que mais de 300 trabalhos já tiveram suas inscrições confirmadas.

O Prêmio ANA é uma ação da Agência Nacional de Águas que reconhece trabalhos os quais contribuem para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do País. O concurso, que está em sua 6ª edição, também busca identificar ações que estimulem o combate à poluição e ao desperdício, além de apontar caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações.

Como novidades, o Prêmio ANA 2017 tem duas categorias voltadas para empresas, sendo uma delas para micro e pequenas empresas e a outra para médias e grandes corporações. Para a imprensa, que reunia todos os tipos de mídia numa só categoria, a disputa será dividida em três grupos: impressos e sites; rádios; e TV.

O Prêmio ANA 2017 terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à Agência e com notório saber na área de recursos hídricos, meio ambiente ou Jornalismo. Um representante da ANA presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade, impactos social e ambiental, potencial de difusão, adesão social, originalidade e sustentabilidade financeira (se aplicável). Para as categorias de imprensa, os critérios serão adaptados ao contexto jornalístico e a sustentabilidade financeira não será considerada.

A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das nove categorias. Os vencedores serão conhecidos em solenidade de premiação marcada para 6 de dezembro de 2017 em local a ser definido. Os nove vencedores receberão um Troféu Prêmio ANA. Além disso, ganharão uma viagem para poderem apresentar seus trabalhos durante o 8º Fórum Mundial da Água – maior evento do mundo sobre recursos hídricos –, que acontecerá em Brasília de 18 a 23 de março de 2018.

Inscrições

Nesta edição do Prêmio ANA, as inscrições devem ser realizadas totalmente pelo hotsite e não serão aceitos materiais em meio físico, já que a Agência Nacional de Águas adota uma política de papel zero. Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

Cronograma

• Inscrições: até 30 de junho de 2017;
• Avaliação: 7 de agosto a 8 de setembro (1ª fase) e 16 a 20 de outubro de 2017 (2ª fase);
• Comunicação aos finalistas:  30 de outubro a 3 de novembro de 2017;
• Premiação: 6 de dezembro de 2017.

Texto: Raylton Alves - ASCOM/ANA

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