NOVE PAÍSES COM PODER NUCLEAR TÊM UM ARSENAL DE 14.934 ARMAS

Kim Jong Um observa o lançamento de um míssil Hwasong-12 nesta foto sem data. 
Reuters Carlos Torralba

19/11/2017

Países que possuem armas reduziram reservas nucleares nos últimos anos, mas multiplicaram investimento

As armas nucleares estão em poder de nove países. Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, China, Israel e Coreia do Norte armazenavam no começo de 2017 quase 15.000 dispositivos desse tipo, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Esses Estados reduziram suas reservas atômicas nos últimos anos, mas multiplicaram o orçamento e estão em um ambicioso processo de renovação. O Escritório de Orçamentos do Congresso norte-americano anunciou um investimento de 400 bilhões de dólares (1,26 trilhão de reais) durante o próximo decênio e o Parlamento britânico aprovou há um ano, com respaldo de 80% dos deputados, a renovação de seu envelhecido arsenal com um custo inicial de 40 bilhões de libras (165 bilhões de reais).

Os norte-americanos e os russos são, de longe, os que acumulam mais armas desse tipo (6.800 e 7.000 respectivamente). Depois vêm os arsenais da França, com 300; China, com 270, e o Reino Unido, com 215. Mas nem todas essas armas estão ativadas (ou seja, colocadas em mísseis e localizadas em bases com forças operativas). De fato, somente quatro países (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França) contam, segundo dados do SIPRI, com alguma mobilização nuclear. Esse é o cenário no qual o Comitê Nobel Norueguês premiou com o Nobel da Paz de 2017 a ICAN, a campanha para se proibir esses dispositivos.

O arsenal nuclear ativo se reduziu a 9.425 ogivas nucleares no começo do ano, o número mais baixo desde 1959, mas as armas modernas são muito mais precisas e letais. A tendência iniciada em meados dos anos oitenta – o máximo histórico foi de 64.500 em 1986 – e diminuída nos últimos anos contrasta com o maior investimento dos Estados com armamento nuclear para renovar seu material atômico. A Rússia e os Estados Unidos têm 93% de todas as ogivas nucleares.




Apesar de nenhum dos nove Estados com capacidade nuclear ter dado indícios de querer desmantelar seu arsenal, a Comissão de Desarmamento da ONU apresentou em maio um projeto inicial de um tratado global para se proibir todas as armas nucleares.

A redução constante do total de armas nucleares se deve principalmente a três acordos pactuados entre Moscou e Washington desde 1991. Apesar do número ter caído a níveis dos anos cinquenta, a capacidade de destruição das armas atômicas cresceu exponencialmente e têm uma balística muito mais refinada. Há sete anos os EUA e a Rússia não mantêm conversas de desarmamento, apesar dos esforços de especialistas dos dois países.




A ameaça nuclear mais importante vem atualmente do último país a entrar na corrida bélica nuclear, a Coreia do Norte, que começou a acumular armas em 2006 e que em 2017 aumentou a quantidade de testes e ameaças aos EUA e seus aliados.

Fonte: EL PAÍS

COP23 — O QUE AVANÇOU (OU NÃO) NA REUNIÃO DE CLIMA DA ONU

(Alexis84/Thinkstock)

19/11/2017

COP 23 pecou pela falta de ambição, num momento em que a janela de oportunidade para mudar a trajetória do mundo está se estreitando

Após duas semanas de intensas negociações em Bonn, na Alemanha, chegou ao fim na noite de sexta-feira (17) a Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP23). No topo das agendas dos representantes de mais de 195 países estava a construção de um “livro de regras” para implementar o Acordo de Paris e atingir a meta mundial de limitar o aquecimento do Planeta a no máximo 2 graus Celsius (ºC) — e preferencialmente a 1,5 ºC — até o final do século, acima do níveis pré-industriais.

Um roteiro claro e abrangente é crucial para ajudar os governos a planejar suas economias e dar confiança aos investidores e empresas de que o mundo do baixo carbono veio para ficar. Apesar de ter avançado na construção dessa cartilha, que será finalizada na próxima reunião do clima da ONU, ano que vem na Polônia, a COP 23 pecou pela falta de ambição, num momento em que a janela de oportunidade para mudar a trajetória do mundo está se estreitando.

Relatório divulgado na primeira semana do encontro em Bonn mostrou que há uma grande lacuna entre as emissões das Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs (Nationally Determined Contributions) — documentos que registram os principais compromissos dos países para atingir os objetivos do acordo climático — e as reduções que os cientistas julgam necessárias a fim de evitar níveis perigosos de aquecimento e efeitos ainda mais destrutivos das mudanças climáticas.

Fonte: EXAME

FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA É DIVULGADO NA COP23

Sarney Filho divulga 8º Fórum da Água - Gilberto Soares/MMA

18/11/2018

Na Conferência do Clima, em Bonn, ministro promove encontro sobre recursos hídricos que será realizado em Brasília em março de 2018.

Os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília no próximo ano, foram apresentados na Conferência do Clima, a COP 23, na Alemanha. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou para a comunidade internacional como o Brasil está organizando o evento e como o encontro relacionará a questão hídrica com a questão climática. O tema foi debatido nessa segunda-feira (13/11), no Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23.

O ministro comentou os efeitos da mudança do clima na disponibilidade hídrica e destacou a importância da gestão para evitar prejuízos futuros. Para Sarney Filho, a articulação da sociedade no Fórum permitirá o estabelecimento de ações a nível nacional e global para os recursos hídricos. “Será uma oportunidade para engajar a sociedade e olhar para a questão da água com a seriedade que ele exige”, afirmou.

Sarney Filho encorajou, também, ações inovadoras como o programa Plantadores de Rios, que trabalha a recuperação de nascentes e áreas de preservação de cursos d’água no Brasil. Lançado em junho, o programa traz um aplicativo interativo que conectará proprietários de imóveis rurais com pessoas e instituições interessadas em investir na proteção e recuperação de florestas e outras áreas.

TEMAS

Marcado para ocorrer entre 18 e 23 de março, o Fórum trabalhará questões em temas centrais ligados a mudança do clima, populações, desenvolvimento, cidades, ecossistemas e financiamento para segurança hídrica. O tema central desta edição será Compartilhando Água, para enfatizar a importância do uso racional e sustentável da água. Questões ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também integrarão a pauta do evento.

Além da apresentação do Fórum, o Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23 debateu assuntos como segurança alimentar, ações de conservação em áreas de manguezais e pagamentos por serviços ambientais. A equipe do MMA na Conferência do Clima apresentou, ainda, os resultados do Atlas Esgotos, levantamento feito pela Agência Nacional de Águas com um panorama do saneamento básico em todo o país.

NA PRIMEIRA CÚPULA GLOBAL SOBRE TB, MSF PEDE QUE GOVERNOS AUMENTEM ACESSO A DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO ATÉ MARÇO DE 2018

Foto: Luca Sola

17/11/2017

Petição assinada por mais de 30 mil pessoas de 120 países foi apresentada ontem a diretor-geral da OMS e a ministros de Saúde

Na abertura da primeira Conferência Global Ministerial sobre o Fim da Tuberculose, que começou ontem em Moscou, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e a Parceria Stop TB pedem que os países com alta carga de tuberculose (TB) implementem os padrões internacionalmente recomendados para o diagnóstico e o tratamento da doença até 24 de março de 2018, Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

A TB é a doença infecciosa mais mortal do mundo, com 1,7 milhão de mortes em 2016. De acordo com o último relatório global sobre a tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), progressos no diagnóstico e tratamento de todas as formas de TB estão estagnados na maioria dos países; mais de 4,1 milhões de pessoas com TB continuavam sem diagnóstico ou sem notificação em 2016 e apenas uma em cada cinco pessoas com TB multirresistente a medicamentos (TB-MDR) haviam iniciado o tratamento. Dessas, apenas metade foi curada.

“Por que continuamos nesse descompasso no diagnóstico de pessoas com TB, se esse é o primeiro passo para tratar essa doença curável, prevenindo sua disseminação?”, diz o dr. Francis Varaine, assessor médico de MSF para TB. “Os governos devem avançar urgentemente, a fim de impedir que pessoas morram desnecessariamente de TB.”

De acordo com uma pesquisa publicada na terceira edição do “Out of Step” (Descompasso, em tradução literal para o português), um relatório de MSF e da Parceria Stop TB que avalia as políticas e práticas de TB em 29 países que são responsáveis por três quartos da carga global de tuberculose, 40% das pessoas que vivem com a doença permanecem sem diagnóstico.  Apenas 7 dos 29 países* usam amplamente o Xpert MTB/RIF, um teste molecular rápido para o diagnóstico de TB. Novos medicamentos e regimes de tratamento da tuberculose resistente a medicamentos vêm tendo resultados melhores que os tratamentos-padrão existentes hoje, que curam apenas metade das pessoas com tuberculose resistente e 28% das pessoas que vivem com formas de TB mais perigosas, como a ultrarresistente (TB-XDR). Setenta e nove por cento dos países pesquisados incluem um dos novos medicamentos, a bedaquilina, em seus protocolos nacionais, e 62% incluem a delamanida, o outro medicamento recente. Porém, em nível global, menos de 5% das pessoas que poderiam se beneficiar dessas substâncias tiveram acesso a elas em 2016.
    
Nesta semana, MSF, em parceria com a Stop TB, divulgou o relatório “Descompasso no leste europeu e na Ásia Central”, que apresenta o resultado de uma pesquisa realizada em oito países** sobre práticas e políticas nacionais para a TB. Uma epidemia de tuberculose resistente está crescendo no leste da Europa, onde quase metade de todos os casos de TB são multirresistentes a medicamentos e onde o número de pessoas com tuberculose resistente está aumentando em mais de 20% por ano. Entre os países analisados, 75% adotaram como política o uso do teste molecular rápido para o diagnóstico, em vez de métodos mais antigos e lentos. Ainda assim, apenas metade desses países está de fato usando o teste molecular. Cerca de 46 mil pessoas com tuberculose resistente na região analisada estavam sem diagnóstico em 2015.

“Apesar de sua letalidade, a maioria dos países está atrasada em relação à implementação de mecanismos novos e existentes que já estão disponíveis para combater a TB”, diz Lucica Ditiu, diretora executiva da Parceria Stop TB. “A Conferência Ministerial Global da OMS é o primeiro passo para compromissos concretos, corajosos e mensuráveis por parte dos ministros da Saúde, de modo que chefes de Estado e governo prestem contas durante a reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre a tuberculose.”

Na Conferência Ministerial Global desta semana, Mariam Avanesova, que foi tratada de tuberculose multirresistente na Armênia entre 2010 e 2012 e representa o TBpeople, rede eurasiática de pessoas com experiência de TB, entregou uma petição ao diretor-geral da OMS, o dr. Tedros Ghebreyesus. A petição #TodosContraTB é um apelo urgente para que os ministros da Saúde dos países mais afetados pela TB implementem políticas e práticas de diagnóstico e tratamento alinhadas com os padrões internacionais definidos pela OMS, incluindo o diagnóstico e tratamento das formas de tuberculose resistentes a medicamentos. Lançada por MSF e pela Stop TB, a petição foi assinada por mais de 30 mil pessoas de 120 países, unidas a pessoas afetadas pela TB.

“Depois de ser curada da TB-MDR, decidi continuar trabalhando na área porque considero inaceitável que pessoas estejam morrendo devido a um diagnóstico tardio ou a medicamentos que não funcionam, ou simplesmente por terem desistido em decorrência dos efeitos colaterais que 20 comprimidos por dia durante dois anos podem causar”, diz Avanesova. “Eu realmente quero fazer um apelo a todos os governos para que incrementem rapidamente o acesso a exames e tratamentos para tuberculose para todos os que precisam. Espero que essa conferência traga ações práticas, urgentes e concretas.”

*Armênia, Bielorrússia, Brasil, Geórgia, África do Sul, Suazilândia e Zimbábue.
** Armênia, Bielorrússia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Federação Russa, Tadjiquistão e Ucrânia.

MSF é uma organização internacional humanitária e independente que leva cuidados médicos a pessoas afetadas por conflitos armados, epidemias, desastres naturais e exclusão de acesso a cuidados de saúde. Fundada em 1971, MSF tem projetos em cerca de 70 países hoje. MSF trata pessoas com TB há 30 anos. Em 2016, MSF tratou mais de 20 mil pessoas com TB, sendo 2.700 delas pacientes com TB multirresistente a medicamentos.
A Stop TB, com seus 1.600 integrantes, é uma força coletiva que está transformado a luta contra a TB em mais de 110 países.

MOVIMENTO COLETIVO LANÇA EDITAL DE R$ 1,5 MILHÃO PARA PROJETOS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO



13/11/2017

O Movimento Coletivo, plataforma de impacto social privado criada pela Coca-Cola Brasil, está lançando edital de Alimentação e Nutrição no valor total de R$ 1,5 milhão, a serem destinados a projetos de educação e conscientização nutricional, acesso à informação e acesso a alimentos saudáveis. O programa busca soluções transformadoras colaborativas para melhorar a nutrição dos brasileiros. As inscrições estão abertas até 17 de novembro no site.


“A Coca-Cola Brasil possui iniciativas em diversas áreas com impacto social. O Movimento Coletivo nasceu do diálogo com representantes de diversos setores da sociedade, que nos ajudaram a perceber uma oportunidade de direcionar nossos investimentos de uma forma diferente e mais transparente, mais focada em ações relacionadas à educação nutricional em colaboração com empreendedores que já atuam na área”, conta Andrea Mota, diretora de Categorias da Coca-Cola Brasil.

O edital de Alimentação e Nutrição tem o objetivo de impulsionar iniciativas que fortaleçam ações educativas e de ampliar o acesso a informações nutricionais e à alimentação saudável. Podem se inscrever universidades, empresas, ONGs, empreendedores, startups e desenvolvedores de soluções.

Raul Régis/Maker Brands

O Movimento Coletivo é uma plataforma de investimento em ações de impacto social nos temas que são prioridades tanto para a empresa como para o país. Lançado este ano, o programa já escolheu seis projetos, por meio do edital de Acesso à Água, com o objetivo de viabilizar soluções inovadoras para o acesso e tratamento de água para consumo.

Formado por profissionais renomados de diversos setores, o programa conta com um conselho independente externo, com caráter deliberativo, que vai estar envolvido em todas as etapas do processo de seleção. Saiba quem são os conselheiros do Movimento Coletivo.

Sobre Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e à base de proteína vegetal — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2017, serão investidos R$ 3,2 bilhões, 10% acima da média dos últimos cinco anos. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 175 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.

Assessoria de Comunicação da Coca-Cola Brasil

CASTRAR OU NÃO CASTRAR?



12/11/2017

Ao adquirir uma cadela ou gata, no primeiro momento pensa-se apenas nos bons momentos que serão aproveitados juntos e nos cuidados iniciais com vacinas, remédio de verme, uso de alimentação (ração) de qualidade, ou seja, os cuidados básicos. Com o passar do tempo o apego vai aumentando e não conseguimos mais viver sem a nossa companheira, é neste momento que algumas pessoas pensam em procriar para ficar com um filhote e manter as lembranças da matriarca. Mas e se por algum motivo a gestação não for desejada, o que fazer?

Algumas pessoas pensam e por vezes são orientadas por vendedores a fazer uso de anticoncepcionais (injetáveis ou em comprimidos) que vão inibir o “cio” das cadelas e gatas, permitindo a convivência de machos e fêmeas num mesmo ambiente sem risco de uma gestação indesejada. O grande problema é que na maioria das vezes os proprietários não são informados sobre os riscos de uso do anticoncepcional, tanto de forma aleatória como contínua.

A fêmea (cadela ou gata) que faz uso deste contraceptivo tem uma tendência muito grande de desenvolver infecções uterinas e tumores mamários, patologias estas, que normalmente vão surgir no animal com idade avançada, podendo levá-las a óbito, o que acontece com frequência. O animal com essas patologias tem que ser submetido a cirurgia de emergência com riscos muito grandes para o paciente.

Então, se não quero reproduzir e não posso usar anticoncepcionais o que fazer?

A castração (ovário salpingo histerectomia) é o procedimento mais recomendado e realizado com bastante frequência nas clínicas veterinárias. Atualmente é feita em grande quantidade por intermédio de ONG’s e de Prefeituras em parceria com Centros de Castração com a finalidade de controle populacional de animais errantes evitando também a proliferação de doenças transmitidas do animal para o homem (Zoonoses).

A cirurgia consiste na retirada do útero e ovários sob efeito de anestesia geral. A recomendação é que o seu veterinário realize um exame clínico e laboratorial completo do seu animal para assim poder escolher melhor o protocolo anestésico que será utilizado no procedimento.  Quando feita de forma programada a castração só traz benefícios para o animal e o seu tutor.

Anderson Trindade Fonseca
Médico Veterinário atuante em clínica e cirurgias de cães e gatos
CRMV-BA 2251

Fonte: Informe Vet

PESQUISADOR DA EMBRAPA REPRESENTA O BRASIL NO BANCO DE SEMENTES DE SVALBARD, NORUEGA



12/11/2017

Arthur Mariante e pesquisadores de outros cinco países compõem o Painel Consultivo Internacional que vai apoiar a gestão do banco norueguês.

O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Arthur Mariante (FOTO) representa o Brasil no Painel Consultivo Internacional que vai supervisionar a gestão do do Banco Global de Sementes de Svalbard, situado na cidade de Longyearbyen, Noruega. Ele e pesquisadores de outros cinco países – Noruega, Itália, Marrocos, Filipinas e Bósnia e Herzegovina – se reunirão em fevereiro de 2018 na Noruega para comemorar o aniversário de 10 anos do Banco.

Mariante foi escolhido por sua experiência como presidente do Comitê Gestor do Portfólio de Recursos Genéticos para Alimentação, Agricultura e Bioindústria da Embrapa (Regen), que reúne ações de pesquisa em todas as regiões brasileiras voltadas à manutenção, enriquecimento e caracterização dos núcleos de conservação animal, coleções biológicas de microrganismos e bancos vegetais.

O Painel é composto por representantes de instituições que já depositaram material genético no Banco Global e outros públicos estratégicos. Os pesquisadores foram escolhidos pela capacidade de ancorar a missão do Banco, garantir o intercâmbio com outros bancos genéticos, fortalecer programas de recursos genéticos em seus países, além de prover consultoria científica de alta qualidade aos parceiros, em prol da gestão qualificada do banco nórdico.

A Embrapa já depositou no Banco Global 514 acessos de feijão (2014),  264 acessos de milho e 541 acessos de arroz (2012). A escolha dessas culturas agrícolas atende a uma das recomendações do Banco quanto à relevância para a segurança alimentar e agricultura sustentável. Além disso, são culturas que apesar de não serem originárias do Brasil, são cultivadas no País há séculos e, por isso, possuem características de rusticidade e adaptabilidade às condições nacionais.

Os outros membros do Painel Consultivo que representam bancos de genes depositantes são: Ahmed Amri, chefe do banco de genes no Centro Internacional de Pesquisa Agrícola em Áreas Secas (ICARDA, com sede em Marrocos);  Teresita Borromeo, chefe da Divisão de Recursos Genéticos de Plantas da Universidade das Filipinas; e Gordana Djuric, chefe do Instituto de Recursos Genéticos da Universidade de Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina.

Além dos depositantes, faz parte também do Painel Ann Tutwiler, diretora-geral da Bioversity International, organização global de pesquisa sem fins lucrativos, com sede em Roma, Itália, e Kristin Børresen, diretora de comunicações da empresa norueguesa de melhoramento de plantas, Graminor.

A presidente do Conselho de Administração do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura (TIRFAA) deverá ser o sétimo membro e presidir as reuniões do Painel.

Parceiros do Ministério da Agricultura e da Alimentação da Noruega, do Fundo Global da Diversidade Agrícola, e do Nordic Genetic Resource Center (NordGen), que cooperam no financiamento, gestão e operações do Banco Global, participarão da reunião como observadores.

Banco norueguês garante ainda mais segurança para a conservação das sementes brasileiras

A conservação das espécies vegetais de importância alimentar é uma preocupação da Embrapa desde a sua criação em 1973. Prova disso é que a Empresa possui hoje o maior banco genético vegetal do Brasil e da América Latina, com mais de 120 mil amostras de sementes de cerca de 670 espécies agrícolas de importância socioeconômica conservadas a 20ºC abaixo de zero na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

O envio de amostras para Svalbard é mais uma garantia de segurança, já que o banco nórdico é o mais seguro do mundo em termos físicos e ambientais. Além de estar situado dentro de uma montanha na cidade de Longyearbyen foi construído com total segurança para resistir a catástrofes climáticas (enchentes terremotos, aquecimento gradual, etc.) e até mesmo a uma explosão nuclear.
           
A caixa forte da Noruega

A caixa forte norueguesa tem capacidade para quatro milhões e quinhentas mil amostras de sementes. O conjunto arquitetônico conta com três câmaras de segurança máxima situadas ao final de um túnel de 125 metros dentro de uma montanha em uma pequena ilha do arquipélago de Svalbard situado no paralelo 780 N, próximo do Polo Norte.

As sementes são armazenadas a 20ºC abaixo de zero em embalagens hermeticamente fechadas, guardadas em caixas armazenadas em prateleiras. O depósito está rodeado pelo clima glacial do Ártico, o que assegura as baixas temperaturas, mesmo se houver falha no suprimento de energia elétrica. As baixas temperatura e umidade garantem a baixa atividade metabólica, mantendo a viabilidade das sementes por um milênio ou mais.

Embrapa

CONSELHO INTERNACIONAL DO FSM DEFINE PRÓXIMOS PASSOS PARA EDIÇÃO DE 2018

Foto: Stela Oliveira

12/11/2017

O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) se reuniu nos dias 15 e 16 de outubro, na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Cerca de 40 membros do CI – representantes de organizações e instituições sociais de diversas partes do mundo – debateram  a conjuntura atual brasileira de retrocessos políticos e mundial, de crise econômica e civilizatória generalizada.

A reunião também contou com a presença de membros do Coletivo Brasileiro do FSM, que puderam fazer intervenções e sugestões para a organização do evento, que será realizado entre os dias 13 e 17 de março de 2018, na UFBA, em Salvador. Foram discutidas e encaminhas propostas de mobilização,  metodologia,  finanças, comunicação, a assembleia dos movimentos em luta e o calendário de atividades para a edição de 2018.

A expectativa em relação ao Fórum Social Mundial 2018 é de que contribua aos processos de resistência por seu potencial para reunir, mobilizar, comunicar, resistir, criar, sensibilizar e promover o intercâmbio entre propostas e estratégias de luta de diversos movimentos e causas, muitas das quais estão invisibilizados na sociedade.

Para Damien Hazard, membro do CI, é necessário entender este momento de crise. “(…) O mundo passa por uma crise sem precedente, de muitas dimensões: ambiental, energética, financeira, econômica, geopolítica, alimentar, de migrações na qual o capitalismo busca formas de se reinventar. Na realidade, a gente pode qualificar o momento atual de hiperglobalização. No sentido em que a globalização neoliberal intensificou o seu domínio sobre a vida das pessoas e dos bens comuns. A gente está vendo que a economia global já mostra sinais de sua incompatibilidade com a manutenção das democracias. Daí, vários golpes de Estado ou retrocessos nas institucionalidades democráticas”, pontuou.

O Conselho Internacional destacou a importância de uma grande mobilização, “rumo ao FSM 2018”, que consiga atingir o maior número de pessoas, entidades, organizações e movimentos sociais em todo mundo. “A mobilização para o Fórum está sendo feita na Bahia, no Brasil e no mundo, com destaque para a África, Europa e Américas do Norte e Latina”, destacou Hazard.

Outro ponto debatido pelo Conselho Internacional foi a dificuldade de recursos financeiros para a realização do FSM 2018. Como encaminhamento, foi criado uma Comissão de Finanças, com a participação de membros do CI e do Coletivo Brasileiro, para ampliar os esforços na capitação de recursos nacional e mundialmente.

Como indicações para a escolha dos eixos do Fórum serão utilizadas as sugestões dos grupos de trabalho da Oficina de Metodologia, que contou com a participação dos membros do CI e do Coletivo Brasileiro do FSM 2018. Durante a Oficina, os participantes foram divididos em três grupos, que debateram respectivamente três questionamentos: 1. Qual é o FSM que queremos? 2. Sobre a dinâmica das convergências – qual o papel da marcha, das atividades autogestionadas, das plenárias e assembleias de convergências, das assembleias dos movimentos sociais? 3. Qual o papel dos eixos, temas e lemas no processo de organização do FSM? O texto será disponibilizado, em breve.

Após o debate, o CI encaminhou a criação de alguns grupos para encaminhar propostas de eventos para o FSM 2018. Um deles deve articular a construção de uma Assembleia dos Movimentos em Luta, com o objetivo de dar visibilidade às diversas assembleias de convergências preparatórias. Outro que tratará da proposta de dar visibilidade a iniciativas ligadas ao FSM mas que podem ocorrer antes ou depois do evento, e que seriam apresentadas em uma grande ágora da edição 2018. Um terceiro grupo foi criado pelas  participantes, para preparar a assembleia das mulheres, em momento não coincidente com as demais atividades do FSM, para que todas interessadas possam participar. O grupo fará as conexões com o 8 de março de 2018 e o calendário geral do mês de lutas das mulheres.

PORTO DE PARANAGUÁ É O PRIMEIRO DO PAÍS EM SERVIÇOS AMBIENTAIS



12/11/2017

O Porto foi contemplado com o Prêmio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) 2017 – Categoria “Desempenho Ambiental”. Obteve a melhor avaliação entre os 30 portos brasileiros avaliados no Índice de Desempenho Ambiental.

O Porto de Paranaguá é o primeiro do Brasil em qualidade de serviços ambientais. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) foi contemplada na noite desta quinta-feira (09), em Brasília, com o Prêmio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) 2017 – Categoria “Desempenho Ambiental”. Obteve a melhor avaliação entre os 30 portos brasileiros avaliados no Índice de Desempenho Ambiental (IDA).

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Antaq, Marcos Maia Porto, entre todos os portos públicos avaliados no IDA, o de Paranaguá é o que mais evoluiu, saltando da 26ª colocação no ranking nacional de portos para a liderança.

“Paranaguá dobrou a nota do IDA de 2012 para cá, o que demonstra o avanço na execução das ações voltadas para o meio ambiente”, afirmou Maia Porto. Ele disse ainda que o Prêmio é um estímulo para a melhoria contínua da gestão ambiental nos portos brasileiros.

AVALIAÇÃO - O questionário do Índice de Desempenho Ambiental (IDA) -  aplicado aos portos organizados desde 2012 - é composto por 38 indicadores, com base na legislação ambiental e boas práticas do setor portuário mundial.

Entre os quesitos avaliados estão licenciamento ambiental, treinamento e capacitação ambiental, auditoria ambiental, banco de dados, prevenção de riscos, redução no consumo de energia, geração de energia limpa e renovável, monitoramento e controle dos diferentes tipos de poluição, monitoramento da qualidade da água, segurança no trabalho, agenda ambiental local e institucional, planos de gerenciamento de resíduos sólidos dos terminais, licenciamento ambiental das empresas, programas de educação ambiental nos terminais e a divulgação das informações ambientais do porto.

O trabalho ambiental da Appa, juntamente com a comunidade portuária, é de fundamental importância visto que Paranaguá é o segundo porto do país - com 24 berços de atracação e movimentação de cargas superior a 45 milhões de toneladas/ano – e de vocação graneleira.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, atribui a evolução do desempenho ambiental ao trabalho de toda a equipe da Appa.

“Nossos esforços têm sido no sentido de mostrar que é possível aliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade”, disse. Segundo ele, o Porto bateu todos os recordes de produtividade, mas cuidando sempre do meio ambiente. O Porto de Paranaguá, que foi interditado e autuado pelo Ibama em 2010 por falta de licença ambiental, hoje atinge a maior nota de respeito ao meio ambiente. “Este prêmio é o reconhecimento do trabalho que está sendo feito por dezenas de técnicos que atuam diariamente na área ambiental da Appa e de todas as empresas privados que operam em Paranaguá”, acrescentou.

Para o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, este prêmio reconhece todo o trabalho e dedicação do Estado do Paraná, neste que deve ser a causa mais importante para as futuras gerações. “Talvez a parcela mais importante deste longo caminho foi trazer junto todas as empresas privadas do setor, que também aderiram a esta importante causa”.

OS MAIORES INVESTIMENTOS DO BRASIL - Após operar por décadas sem licenciamento ambiental e ter sido embargado pelo Ibama, em 2013 a Appa obteve a Licença de Operação do Porto de Paranaguá.

A partir daí, foram investidos mais de R$ 35 milhões em projetos e ações de meio ambiente e outros R$32 milhões serão investidos até 2018.

Os recursos foram aplicados em estudos ambientais, étnicos e arqueológicos para novos licenciamentos, planos de emergência, centro de prontidão ambiental, saneamento e tratamento de efluentes, coleta e destinação de resíduos sólidos, monitoramentos de dragagens, controle de pragas e proliferação de vetores, varrição mecanizada de ruas e avenidas, recuperação de passivos ambientais, gerenciamento de emissões atmosféricas e de ruídos, gerenciamento de água de lastro dos navios, monitoramento da biota aquática e determinação de bioindicadores, monitoramento da avifauna, monitoramento da atividade pesqueira, entre outros. Em 2017, o Porto de Paranaguá integrou-se no processo de certificação ambiental internacional Ecoport, e para 2018 busca reconhecimento internacional.

De acordo com o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno da Silveira Guimaraes, todos os programas e subprogramas desenvolvidos no Porto de Paranaguá são permanentes.

“Diferente da visão do passado recente, a Diretoria de Meio Ambiente do Porto atua em linha com o Ibama e o IAP, pois acreditamos que é possível o desenvolvimento sustentável dos Portos do Paraná, promovendo ações de preservação do nosso santuário, que é formado por baías e pela maior faixa de mata atlântica remanescente no país”, diz Bruno.

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