GANHADORA DO PRÊMIO NOBEL DA PAZ, MALALA YOUSAFZAI VAI ESTUDAR EM OXFORD

Malala Yousafzai: "estou muito feliz de ir para Oxford!", tuitou a jovem, 

de 20 anos (Foto/Getty Images)

18/08/2017

Jovem sobreviveu a um atentado por defender o direito das mulheres à educação em seu país

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz que sobreviveu a um atentado por defender o direito das mulheres à educação em seu país, anunciou nesta quinta-feira (17) que fará a graduação na Universidade britânica de Oxford.

“Estou muito feliz de ir para Oxford!”, tuitou a jovem, de 20 anos, junto com uma fotografia da mensagem da universidade, confirmando sua admissão em filosofia, política e economia.



O anúncio foi feito no dia em que os estudantes do Reino Unido, onde Malala encontrou refúgio após o atentado sofrido no Paquistão, receberam as notas do grande exame que acontece no final do Ensino Médio e que determina para qual universidade cada um terá condições de ir.

Malala não revelou suas notas, mas parabenizou todos os que fizeram a prova, desejando-lhes “o melhor na vida”.

A paquistanesa tinha 15 anos quando um talibã atirou em sua cabeça, dentro do ônibus que a levava para a escola no vale de Swat, no Paquistão.

Ela foi levada para um hospital da cidade inglesa de Birmingham, onde passou a viver com sua família, seguindo seus estudos e seu ativismo.

Em 2014, quando tinha 17 anos, foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz junto com o indiano Kailash Satyarthi. Este último ganhou reconhecimento por sua defesa dos direitos das crianças.

Fonte: Exame.com

MI QICYCLE: XIAOMI LANÇA BICICLETA 'INTELIGENTE' PARA TRILHAS; PREÇO ACESSÍVEL GANHA DESTAQUE



17/08/2017

Como sabemos, a Xiaomi possui uma gama infinita de produtos, que incluem até mesmo purificadores de água, patinetes motorizados, segways, guarda chuvas, canetas e até mesmo bicicletas.

Agora, o portfólio de produtos fora do ramo de smartphones e tablets da fabricante chinesa acaba de ganhar um novo integrante.

Chamada de Mi Qicyle, a Moutain Bike foi projetada para aqueles que gostam de fazer trilhas, por isso, a marca se empenhou em entregar um produto com recursos úteis para esse público.

Pesando cerca de 13,6 kg, graças a seu corpo feito de alumínio, a bicicleta traz dimensões de 1650 x 235 x 785 mm, com rodas de 27,5" de diâmetro.

Na parte mecânica temos um sistema de transição com 11 velocidades, disco de freio hidráulico da Shimano, bem como um sistema hidráulico de absorção de choques, que ajuda bastante quando andando em terrenos sem estabilidade.

Mas a Mi Qicycle é bem mais do que uma bike normal, ela também traz recursos inteligente,s incluindo um módulo que conta com serviços de localização baseada (LBS), GPS e A-GPS (fora uma versão com 4G que funciona com operadoras chinesas).

O módulo conta com uma bateria de 2600 mAh, e pode ser recarregado via USB ou seja, com um simples Power Bank; a fabricante garante até 15 dias de uso com uma única carga.



Através de um app é possível monitorar o caminho percorrido bem como o tempo decorrido no percurso; também podemos configurar um alerta ao alcançar determinada distância.

Como de costume, a Xiaomi oferece o produto por preços camaradas; o modelo, que encontra-se atualmente em projeto de crowdfunding na Mi Home, será comercializado por 1999 Yuan, que dá algo em torno de R$955.

Confira as imagens:









PESQUISA IDENTIFICA EXTRATOS NATURAIS CONTRA NEMATOIDES

Foto: Dulce Mazer

17/08/2017 

Cientistas também desenvolveram material sustentável para liberação controlada de agroquímicos

A Embrapa dispõe de dois novos ativos tecnológicos voltados ao mercado de defensivos agrícolas: uma formulação natural contra nematoides e outra para liberação controlada de produtos. As duas tecnologias, que estão em fases intermediárias de desenvolvimento, utilizam resíduos das cadeias produtivas de biocombustíveis e de celulose como matérias-primas. A Empresa busca, agora, parceiros para as próximas etapas do desenvolvimento, a serem feitas em conjunto com Embrapa Agroenergia e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

A primeira tecnologia aproveita o resíduo da extração de óleo de grãos para conseguir extratos capazes de controlar nematoides, especialmente os do gênero Meloidogyne, que ameaçam a produtividade das lavouras no Brasil e no mundo. Estimativas da Sociedade Brasileira de Nematologia apontam que o prejuízo causado por nematoides na agricultura chega a R$ 35 bilhões, quase metade disso só na cultura da soja.

A pesquizadora Vera Polez, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, explica que o controle de nematoides é difícil e exige a constante renovação dos produtos utilizados para esse fim, já que os organismos acabam desenvolvendo resistência. No Brasil, esse controle é feito principalmente com defensivos químicos, potencialmente causadores de danos ao meio ambiente e à saúde humana e animal.

Nematicida natural, menor impacto ambiental

Os primeiros testes, realizados em laboratório por Polez e pelo pesquisador Thales Lima Rocha, comprovaram que os extratos naturais obtidos pela Embrapa têm efeito nematicida e nematostático. Isso quer dizer que eles são capazes de controlar a população de nematoides ou de paralisá-los de forma a reduzir a infestação e evitar prejuízos à produção.

O pesquisador Clenilson Rodrigues, da Embrapa Agroenergia, explica que a primeira vantagem dos extratos obtidos em comparação aos produtos já disponíveis no mercado é o fato de ter origem vegetal e não petroquímica. “Queremos colocar no campo um produto natural e que seja mais específico. Os nematicidas sintéticos normalmente têm amplo espectro e acabam afetando a microbiota de que as espécies vegetais necessitam para se desenvolver. Com isso, acaba-se eliminando outros organismos que poderiam auxiliar o desenvolvimento da lavoura, além de provocar contaminação de solo, lençol freático, etc”, explica. Polez complementa que há uma tendência mundial de utilizar tecnologias verdes, que causam menor impacto ao meio ambiente. “Existem muitas estratégias para isso e uma delas é usar produtos naturais, explorar a biodiversidade”, pontua.

Além de trabalhar com o próprio extrato, outra possibilidade é fazer pequenas modificações na estrutura química do princípio ativo, para potencializar a atividade nematicida. “Em busca dessa alternativa, processos de isolamento estão sendo desenvolvidos para se chegar ao princípio ativo, o qual será empregado como molécula precursora para inclusão de grupos funcionais que irão conferir maior eficiência e especificidade ao produto, além da estabilidade necessária para ser aplicado em campo”, pontua Clenilson. Nesse sentido, o grupo de trabalho já está em fase avançada de desenvolvimento dos processos envolvidos na separação dos compostos ativos.

Lignina para liberação controlada de produtos

A segunda tecnologia para o mercado de agroquímicos aproveita um resíduo muito abundante no Brasil: a lignina kraft, gerada na indústria de papel e celulose. Com esse material, os pesquisadores conseguiram microencapsular um composto para manejo integrado de pragas, de forma que ele passasse a ser liberado lentamente no campo.

A vantagem dessa tecnologia em relação às já disponíveis no mercado para liberação controlada de produtos é o uso de uma matéria-prima abundante, residual e, portanto, de baixo custo. O pesquisador Silvio Vaz Júnior, da Embrapa Agroenergia, destaca também que a equipe desenvolveu um processo simples, para facilitar a produção industrial. “O que nós estamos fazendo é propor a lignina como matriz para liberação lenta de produtos no campo. É um resíduo que tem um valor baixo de mercado e possui boas propriedades para microencapsulamento e nanoencapsulamento, por exemplo, a facilidade de interação com moléculas semioquímicas”, afirma Vaz.

Semioquímicos são substâncias produzidas por seres vivos e utilizadas por eles para comunicação, a exemplo dos feromônios. Nos ensaios com a tecnologia, a Embrapa utilizou uma substância dessa classe, o cis-jasmone. A pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, conta que, embora ainda não seja usado comercialmente, esse composto já é sabidamente capaz de atrair inimigos naturais dos insetos que prejudicam a lavoura, controlando a população sem utilizar produtos tóxicos.

Nos testes em laboratório, os pesquisadores mediram a quantidade de cis-jasmone liberada diariamente durante 30 dias e verificaram que o microencapsulamento com a lignina conseguiu manter a liberação do produto estável, como se esperava. Também foram realizados testes no campo, espalhando armadilhas com o cis-jasmone microencapsulado em uma lavoura de algodão. Nesse experimento, verificou-se que efetivamente os inimigos naturais desejados foram atraídos para a área. Além da Embrapa Agroenergia e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, esse trabalho contou com a colaboração da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

De acordo com Moraes, a agricultura precisa de novas tecnologias para a liberação controlada de produtos voltadas ao manejo integrado de pragas. Atualmente, os materiais mais utilizados para essa finalidade são feitos de borracha e funcionam bem, mas têm limitações. A principal dificuldade é conseguir liberar diferentes moléculas nas mesmas proporções e com a mesma eficiência com que os seres vivos fazem naturalmente.

O mercado de semioquímicos está em expansão. Em âmbito mundial, estimativas apontam que o uso de feromônios tenha atingido valor de mercado superior a 300 milhões de dólares em 2013. No Brasil, não há dados disponíveis, mas o crescimento do número de empresas trabalhando com semioquímicos indica aumento do consumo pelos agricultores.

Vitrine de tecnologias

Tanto o nematicida natural quanto a formulação para liberação controlada a partir de lignina kraft estão na Vitrine de Tecnologia da Embrapa Agroenergia e integram o eixo de “Química de renováveis” das pesquisas da Unidade. O chefe-geral Guy de Capdeville lembra que a Unidade atua além da agroenergia, desenvolvendo soluções para a conversão eficiente e sustentável de biomassa em biocombustíveis, produtos químicos de origem renovável e biomateriais. Assim, com a Química Renovável, também são eixos da pesquisa e desenvolvimento: biomassa para fins industriais, biotecnologia industrial e materiais renováveis.

Para receber o material completo da Vitrine de Tecnologias, entre na página da vitrine. Empresas interessadas nessas tecnologias podem entrar em contato pelo telefone (61) 3448-1581.

Fonte: Embrapa

MAIS DE 300 ANIMAIS ESTÃO EM AMEAÇA DE EXTINÇÃO NA BAHIA

Onça pintada está na lista de animais ameaçados de extinção 
Divulgação/Centro de Instrução de Guerra na Selva

16/08/2017 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Mais de 300 animais estão em níveis diferentes de ameaça de extinção no estado da Bahia. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) publicou no Diário Oficial do Estado de hoje (16) portaria que cita uma lista de 331 espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, invertebrados continentais, peixes, invertebrados marinhos e espécies ameaçadas de  "interesse social".

Ao todo, foram avaliadas 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território baiano. No entanto, os 331 animais entraram na lista, que tem variações de níveis de ameaça. São 140 espécies, que se enquadram no nível "vulnerável"; 131, no nível "perigo"; 54, no "criticamente em perigo", e cinco, em "regionalmente extintas".

Todas as espécies que constam nos níveis de ameaça passam a ter proteção integral dos órgãos de defesa do meio ambiente. A captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização desses animais fica proibida. Entre os animais protegidos, estão espécies como Onça-pintada, Ararinha-azul, Gavião-real, Papagaio-de-peito-roxo, Águia-cinzenta, Tartaruga-de-pente, Tartaruga-verde, Aranha Caranguejeira, Cobra-coral, Cobra-verde, Pica-pau-amarelo, Estrela-do-mar, Cação, Cavalo-marinho, Piaba, Peixe-serra, Atum-azul, o Bugio-marrom.

Na categoria das espécies ameaçadas de "interesse social", foram incluídos os animais alvos de uso sustentável por comunidades tradicionais, ou para subsistência. Assim, pode ser permitida a exploração, desde que regulamentada e autorizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a partir de critérios específicos. Entre as espécies de "interesse social" ameaçadas estão abelhas sem ferrão (Uruçu, Mandaçaia e Jandaíra), Caranguejo-Uça, uaiamun, Pitu, Aratu, peixe Bagre, Badejo-Amarelo, Mero, Tubarão Martelo, entre outros.

Planos de Ação

Segundo a secretaria, a publicação da lista dos animais em extinção coloca o estado como o sétimo do país com a iniciativa. A Lista Vermelha, como chamada pelo órgão, é considerada importante, porque incentiva o início “de ações e políticas que possam reverter o quadro de ameaça a essas espécies”.

Conforme previsto em lei estadual, a lista deve ser periodicamente revisada e atualizada. O próximo passo é a conclusão dos Planos de Ação das espécies ameaçadas e a listagem da flora ameaçada, que está em fase de desenvolvimento e, segundo a SEMA, será publicada “em breve”.

O levantamento das espécies em extinção foi um trabalho conjunto que envolveu, principalmente, a SEMA, o Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, universidades federais e estaduais, na Bahia e o Inema, totalizando 115 especialistas de 40 instituições.

NEYMAR É ANUNCIADO EMBAIXADOR DA BOA VONTADE NA SEDE DA ONU EM GENEBRA

Neymar Jr. fala a jornalistas na sede da ONU em Genebra. Imagem: reproduçao vídeo.

16/08/2017

Jogador brasileiro representará organização não-governamental Handicap International; parceria foi anunciada nesta terça-feira; instituição trabalha em prol de pessoas com deficiência e vulneráveis em situações de conflito, desastres, pobreza e exclusão.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O jogador de futebol brasileiro Neymar Jr. foi anunciado nesta terça-feira como embaixador da Boa Vontade da organização não-governamental Handicap International. O anúncio foi feito na sede das Nações Unidas em Genebra.

No evento, Neymar disse, em português, ser "uma felicidade muito grande" participar da iniciativa.

Ajudar

"Claro que a forma prática vai ser conversada, mas eu estou não só disposto a dar minha imagem que eu sei do que é capaz, e ajudar. É isso, a forma prática a gente vai começar a colocar, o que for preciso pra fazer, pra ajudar é sempre bem-vindo."

O jogador falou ainda sobre seu instituto no Brasil.

"É um instituto que eu tenho no Brasil, foi num bairro onde eu vivi por muito tempo e hoje ele tem mais de 2,5 mil crianças, quase 10 mil pessoas no total que a gente alcança, juntando a família. É uma das coisas que é mais importante na minha vida. Eu sempre falo que foi o maior gol que eu já fiz na vida foi criar o instituto e é uma felicidade muito grande para a minha família. Sempre que eu vou ao Brasil, sempre que eu estou no instituto, o que me contagia, o que me deixa feliz é chegar ali e olhar pra cara da criança e ver o sorriso que ela te passa, eu acho que isso não tem preço."

A Handicap International é uma organização não-governamental que trabalha em prol de pessoas com deficiências e populações vulneráveis em situações de pobreza e exclusão, conflito e desastres.
No evento estiveram o diretor-geral das Nações Unidas em Genebra, Michael Moller, e o diretor gerente da Handicap International, Manuel Patrouillard.

Fonte: Rádio ONU

CRIANÇAS HAITIANAS CONTINUAM SENDO PRIORIDADE NA MINUSTAH

Foto: Divulgação/EB

16/08/2017

Porto Príncipe (Haiti) – Semanalmente, aos sábados, crianças do Orfanato Rosa Mine de Diegues, localizado em em Porto Príncipe, recebem um pouco de atenção e carinho dos “capacetes azuis” da Companhia de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY). A atividade, de caráter voluntário, faz parte do calendário de cooperação civil-militar (CIMIC) da Companhia, além de também permitir que os militares conheçam mais de perto o dia a dia da comunidade haitiana.

A expectativa é que esta atividade seja repassada, gradativamente, aos órgãos e entidades do próprio país, até o final da Missão, a fim de garantir que essa assistência se mantenha com a saída da MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti).

Com essa ação, a BRAENGCOY espera contribuir com o objetivo de garantir um futuro melhor para as crianças haitianas, além de colaborar com desenvolvimento social do país.
Para saber mais sobre a BRAENGCOY acesse: www.facebook.com/braengcoy.eb


MEIO AMBIENTE REALIZA PLANTIO DE ÁRVORES NA ORLA DO GUAÍBA

As mudas são espécies nativas produzidas pelo Viveiro Municipal da Smams
Foto: Guilherme Sampaio/Divulgação PMPA

15/08/2017 

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), em evento que contou com a presença do secretário Maurício Fernandes, realizou no sábado, 12, o plantio de nove mudas de árvores na orla da avenida Guaíba. Todas as mudas são espécies autóctones (nativas) de Porto Alegre, produzidas pelo Viveiro Municipal da Smams, multiplicadas a partir de sementes coletadas das árvores matrizes cadastradas dentro do município de Porto Alegre. sendo elas:

As espécies plantadas foram a Aguaí – Pouteria gardneriana (1), Aguaí-vermelho – Chrysophyllum marginatum (1), Bacopari – Garcinia gardneriana (1), Corticeira-do-banhado – Erythrina cristagalli (3), Ingá-banana – Inga vera (1), Mata-olho – Pouteria salicifolia (1) e Tarumã preta – Vitex megapotamica (1).

Viveiro Municipal - localizado na rua Vitorino Luiz de Fraga, s/nº, na Lomba do Pinheiro, entre as paradas 5 e 6. As atividades incluem a coleta de sementes, a produção e cultivo de mudas e folhagens e o preparo para o plantio de árvores. Atualmente, o trabalho de plantio  é realizado, pela Smams, em escolas municipais, praças, parques e vias públicas.

APÓS ARTICULAÇÃO DE AMBIENTALISTAS, LEI DO MAR AVANÇA NA CÂMARA

Cardume de Cirurgiões (Acanthurus Chirurgus)
© WWF-Brasil

15/08/2017

Por Clarissa Presotti 

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto que cria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), conhecida como Lei do Mar. A aprovação dessa proposta é considerada uma vitória pelas organizações ambientalistas, principalmente pelo momento político atual em que diversas pautas de retrocessos socioambientais estão em curso no Congresso.

De autoria do então deputado Sarney Filho (PV-MA), o PL 6969/13 pretende criar um planejamento espacial marinho, que inclua não só as Unidades de Conservação (UCs), como também consiga compatibilizar atividades de desenvolvimento na região costeira.

O relatório pela aprovação é do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que atualmente coordena a Frente Parlamentar Ambientalista. No seu parecer, ele ressalta a importância da aprovação de uma lei que aprimore a conservação, a proteção e a exploração sustentável dos ecossistemas costeiros e marinhos.

No substitutivo apresentado por Molon, foi excluída a previsão de criminalização da destruição de manguezais, uma vez que tal conduta já é tipificada como crime (Lei de Crimes Ambientais). A matéria também é regulada pelo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012).

O texto foi construído com a participação de especialistas e diversas ONGs, entre elas o WWF-Brasil e a SOS Mata Atlântica, que atuaram conjuntamente pela aprovação da proposta nas comissões da Câmara.

Para o coordenador de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Michel de Souza Santos, a aprovação desse PL é muito importante nesta conjuntura política atual em que o meio ambiente tem sido alvo constante de ataques pelos setores conservadores que dominam o Congresso Nacional. “Finalmente conseguimos a aprovação de uma pauta positiva e necessária para a proteção do bioma marinho, que está ameaçado pela pesca predatória e atividades petrolíferas”, destaca.

Ao mesmo tempo, Santos defende que o objetivo dessa lei não é impedir a exploração dos recursos marítimos e nem o desenvolvimento da costa, mas ampliar a proteção marinha e o cuidado com o patrimônio natural.

Segundo Leandra Gonçalves, bióloga e especialista em Mar da Fundação SOS Mata Atlântica, a aprovação do PL na Comissão de Meio Ambiente representa um passo à frente para a promoção da governança costeira e marinha. “Esse processo, conduzido de forma participativa e democrática, segue agora a tramitação regular, onde é bem-vinda a participação de todos os usuários do mar”.

Em junho de 2016, a proposta foi rejeitada pela Comissão de Agricultura porque o colegiado, dominado pela bancada ruralista, entendeu que a futura lei poderia criar dificuldades para exploração da atividade pesqueira e petrolífera no litoral brasileiro. 

O PL segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e depois será analisado pelo Plenário da Câmara. 

Fonte: WWF-Brasil

TECNOLOGIA MINEIRA AJUDA A GERAR ENERGIA NO HAITI

Arquivo/Warka Water

01/08/2017

Por: Metro BH

Com mais de 80% da população vivendo com menos de US$ 2 por dia e assolado por um terremoto que destruiu as já precárias cidades em 2011, o Haiti é o país mais pobre da América Latina. Energia elétrica e água limpa são uma realidade distante para quem vive nessas condições. Sem isso, não se tem o básico. Para melhorar o cenário de comunidades carentes da região, uma tecnologia desenvolvida em Belo Horizonte promete levar eletricidade a um baixo custo para centenas de famílias.

Além de soluções de iluminação, os painéis solares têm capacidade para energizar computadores, geladeiras para remédios, projetos usados nas salas de aula e até mesmo equipamentos de transmissão wi-fi. “Estamos desenvolvendo algo que poderá mudar a forma como geramos e percebemos a energia num futuro muito próximo. Estamos falando de um novo conceito: energia limpa, com potencial de baixíssimo custo e que pode ser integrada a praticamente tudo. O potencial é imensurável”, explicou Tiago Alves, CEO da empresa responsável pela tecnologia.
Parceria italiana

Os equipamentos serão levados para o Haiti com recursos de doações realizadas pela internet. A iniciativa ocorre através de uma parceria com o projeto italiano Warka Water, que leva água potável para regiões desertas e carentes, como alguns países da África. Com uma doação da empresa mineira, a ONG organizou um workshop no último mês, convocando voluntários para ajudar na implantação dos painéis solares.

“O Warka Water não só provê um recurso fundamental para a vida, a água, mas, levando também energia, educação e um lugar de convívio social. Nós acreditamos que ele possa ser um ponto de partida para empoderar comunidades e ajudá-las a construir maior independência”, contou seu criador, Arturo Vittori.

O equipamento se constitui por uma torre feita com bambu ou outro material de fácil acesso na região em que for montado, que capta o vapor d’água atmosférico e o torna próprio para o consumo. E hoje ele se reinventou com uma inovação mineira: os painéis solares orgânicos.

A produção do Warka Water é de baixo custo e montado em 10 dias, com a ajuda da comunidade – os grupos recebem treinamento de como usá-lo e noções básicas de educação ambiental e compostagem. Além da usina solar, os beneficiados no Haiti ainda vão receber um ponto de Wi-Fi na torre, levando energia e inclusão digital para lugares onde isso ainda é uma raridade.
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