PERANTE "AMEAÇAS E TESTES", GUTERRES PEDE UNIÃO PELA PAZ



19/09/2017

Secretário-geral declarou que evitar perigo nuclear deve ser prioridade; António Guterres abriu  debate da 72ª Assembleia Geral apelando ao multilateralismo e promoção da dignidade humana.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas iniciou o seu discurso no debate da 72ª Assembleia Geral citando desafios como insegurança, desigualdade, conflitos, mudanças climáticas, economia e polarização na política.

António Guterres disse que perante um "mundo em pedaços" é preciso paz. O chefe da ONU disse acreditar firmemente que, juntos, é possível construir a paz, restaurar a confiança e criar um mundo melhor para todos.

Ameaças e testes

Em sua primeira Assembleia Geral como chefe da ONU, Guterres enumerou o que chamou de  "ameaças e testes" que se colocam no caminho para atingir os avanços.  Ele mencionou o risco nuclear.

Para uma solução do problema, ele considera que é "preciso um sentido de Estado e que não se deve dar oportunidade a guerra".

Em segundo lugar, o secretário-geral falou da ameaça global do terrorismo. Ele vai convocar o primeiro encontro de chefes de agências e Estados-membros contra o terrorismo, e uma parceria internacional para combater o problema.

Soluções

Por outro lado, os conflitos não resolvidos e as violações sistemáticas do direito internacional humanitário também são um desafio. Após declarar que ninguém ganha com as guerras de hoje ele citou a Síria, o Iémen, o Sudão do Sul, o Sahel, o Afeganistão e outros lugares ao pedir soluções políticas para a paz.

Guterres mencionou ainda o desafio da mudança climática, que "coloca as esperanças do mundo em perigo". Ele afirmou que a última década foi a mais quente já documentada com a perda de glaciares e do gelo permanente, e a subida do nível do mar. Guterres lembrou o número de catástrofes naturais quadruplicou desde 1970 e que mais de 1600 desastres ocorreram desde 1995, sendo o maior número deles nos Estados Unidos, na China, na Índia, nas Filipinas e na Indonésia.

Tecnologias

Em quinto lugar, o chefe da ONU abordou o aumento da desigualdade que "está prejudicando os alicerces da sociedade e do pacto social".

O lado sombrio da inovação é a sexta ameaça que se deve enfrentar, segundo António Guterres.

No seu discurso, o secretário-geral realçou ainda o desafio da mobilidade humana ao citar que o mundo não enfrenta apenas uma crise de refugiados mas também de solidariedade.

No pronunciamento, Guterres elogiou os países que demonstraram hospitalidade a milhões de deslocados e recordou que a maioria dos migrantes se move de forma bem ordenada, contribuindo positivamente para os países de destino e origem.

Guterres defendeu o multilateralismo que considerou "mais importante do que nunca". Ele apelou a comunidade internacional a unir-se e que atue como um todo para cumprir a promessa da Carta das Nações Unidas e promover a dignidade humana para todos.

Operações militares

Sobre o Mianmar, Guterres disse que as autoridades do país devem parar com as operações militares no estado de Rakhine e permitir o acesso humanitário sem obstáculos. O outro apelo é que sejam abordadas as queixas da minoria Rohingya, cuja "situação não foi resolvida por muito tempo".

Sobre o conflito israelense-palestino, ele pediu que não se deixe que a estagnação de hoje no processo de paz leve à escalada. Ele defendeu que se deve restaurar as esperanças das pessoas e que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho a seguir e buscado com urgência.

Fonte: Rádio ONU

IRAQUE: MAHMOUD E O PÉ DE HORTELÃ

Foto: Francesco Segoni

06/09/2017

“Enquanto a guerra tomava contornos cada vez mais raivosos ao nosso redor, a devoção de um homem à sua filha nos deixou sem reação”, conta Trish Newport, enfermeira de MSF

Este ano, enquanto plantava minhas sementes de hortelã no solo de Yukon, pensei em Mossul, no Iraque.

Há dezoito anos, quando me mudei para Yukon, meus sonhos giravam em torno de uma vida sustentável no meio do mato, sem eletricidade ou água encanada. Eu me mudei para uma tenda no bosque e limpei a terra para fazer um grande jardim. Eu sonhava em produzir um monte de vegetais, mas a primeira estação de cultivos me mostrou a realidade difícil da jardinagem no norte do Canadá. Eu sofri com o clima seco e frio, a estação curta, o risco constante de geadas e os dias incrivelmente longos no verão.

Após alguns dias produzindo quantidades ínfimas de couve, repolho e cenouras, pendurei minhas luvas de jardineiro. A ajuda humanitária me chamou e comecei a trabalhar para Médicos Sem Fronteiras (MSF) como enfermeira e, eventualmente, como coordenadora de projeto.

Nos últimos nove anos, eu trabalhei com MSF na África e no Oriente Médio. Meu tempo em Yukon diminuiu para poucos e preciosos meses em um ano – tempo insuficiente para sujar minhas mãos em um jardim.

Raramente penso em jardinagem quando estou em algum projeto com MSF. Porém, neste ano, nas entranhas da violenta guerra de Mossul, Mahmoud e seu pé de hortelã trouxeram o assunto de volta à minha vida.

Na primeira vez que vi Mahmoud, ele caminhava por uma rua no oeste de Mossul. O conflito ecoava a poucos quilômetros de distância, o som das explosões perfurava os tímpanos dos ouvidos, os constantes tiroteios disseminavam o terror no sistema nervoso... E lá estava Mahmoud, descendo a rua com um pé de hortelã na mão.

Minha equipe e eu estávamos à procura de um espaço grande para instalar uma clínica de estabilização de trauma. Queríamos que fosse próximo à frente de batalha, onde poderíamos estabilizar os feridos e auhortelãr suas chances de sobreviver à jornada de ambulância até o hospital. Mas as salas espaçosas eram difíceis de encontrar, porque a maioria das grandes construções havia sido destruída durante a guerra.

Paramos Mahmoud na lateral da rua e perguntamos se ele sabia onde poderíamos encontrar uma sala grande. Em Mossul, é preciso ter cuidado em quem confiar – mas todos estávamos atraídos por Mahmoud e seu pé de hortelã. Ele nos levou para uma volta por vários prédios antigos onde poderíamos instalar nossa clínica. Para todos os prédios que íamos, ele levava o pé de hortelã. Era encantador, mas também estranho.

Após escolhermos um lugar para nossa clínica, contratamos Mahmoud como um de nossos guardas. Todos os dias ele ia trabalhar com seu pé de hortelã.

Nos últimos dois anos e meio, Mahmoud e sua família viveram em Mossul, que ficou sob controle do grupo autoproclamado Estado Islâmico (EI). Durante o período de controle do EI, Mahmoud educou os filhos em casa para que eles não fossem expostos ao currículo escolar imposto pelo grupo. Ele ensinou seus filhos a cultivar plantas e sua filha mais nova plantou um pé de hortelã. Ela adorava aquela planta.

Na guerra de Mossul, o exército iraquiano aos poucos recuperou áreas do EI. Quando o exército iraquiano tomou o controle da rua em que Mahmoud vivia, finalmente era hora de ele mandar sua família a um campo de pessoas deslocadas ao sul de Mossul. Estar no campo significava que a família estaria a salvo e que teria acesso a alimento, água e cuidados médicos. Mahmoud ficou para proteger a casa.

Quando ele mandou seus filhos para o campo de deslocados, sua filha pediu que ele cuidasse bem do pé de hortelã. Ele prometeu que manteria a planta sempre por perto até que ela voltasse. E assim o fez.

Aquela planta nos deixou sem reação. Nos dias em que os bombardeios ou combates eram muito intensos, eu olhava para fora da clínica e via Mahmoud sentado tranquilamente em seu abrigo com a planta no colo. Quando pessoas feridas chegavam com crianças, frequentemente ele ficava com os pequenos do lado de fora e os apresentava à sua planta.

Mossul era um lugar perigoso para qualquer um viver. Os bombardeios e tiroteios constantes ameaçavam as vidas e os lares das pessoas. A casa de Mahmoud ainda não havia sido destruída, mas já não tinha eletricidade ou água encanada. A guerra destruiu a infraestrutura. Então, ao fim de cada dia, Mahmou enchia duas garrafas com água da clínica. A primeira garrafa era para ele beber; a segunda era para todas as plantas de sua casa. Enquanto a hortelã ia com ele para todos os lados, ela não era sua única planta. Seus filhos deixaram para trás uma casa cheia de vegetais e ele se dedicava a garantir que eles sobrevivessem.

Quando fazia jardinagem em Yukon, minhas amadas plantas capturavam toda minha atenção. Eu vivia na floresta, não tinha água encanada e precisava carregar água por muitos quilômetros para regá-las. Eu sempre sonhava com sistemas de água e formas de proteger as plantas de geadas antecipadas. Em Mossul, os crescentes desafios de Mahmoud estavam em um âmbito totalmente diferente. Ele lutava para manter suas plantas vivas ao mesmo tempo em que lutava para sobreviver.   
Eu amava trabalhar em Mossul, mas eventualmente chegou a hora de voltar a Yukon. Enquanto me preparava para ir embora, Mahmoud me trouxe algumas sementes de hortelã. Ele me pediu que plantasse as sementes em casa, onde as plantas teriam uma vida melhor.

Então, quando plantei as sementes de hortelã no solo arenoso e seco de Yukon no início deste ano, pensei em Mossul. Pensei em Mahmoud, seus filhos e todas as outras pessoas afetadas pela guerra.

Aquilo que eu via como desafio – carregar água para o jardim e proteger as plantas do clima de Yukon – eu vejo agora como liberdade, privilégio e oportunidade.

Esta matéria foi publicada originalmente no portal do The Globe and Mail.

ONU NÃO É A ÚNICA A DEIXAR O HAITI: OS HAITIANOS TAMBÉM QUEREM SAIR DE LÁ

© Sputnik/ Igor Patrick

19/09/2017

Conforme a data de retorno do contingente brasileiro na Minustah se aproxima, a Sputnik Brasil foi ao Haiti e descobriu que eles não são os únicos deixando o país. Dados da Organização Internacional de Migração (OIM) e do Instituto de Políticas de Migração (MPI) mostram que 80% dos jovens com diploma de ensino superior planejam migrar do Haiti.

O índice geral também impressiona: 60% dos haitianos declaram que gostariam de migrar se tiverem a chance.

Historicamente concentrados na República Dominicana, Cuba, Canadá e Estados Unidos, os haitianos começam a formar comunidades em países não-tradicionais. No Chile já são 18 mil, no Brasil 67 mil somados os legais e as estimativas dos indocumentados. De acordo com o ex-representante especial do Secretariado-Geral e ex-chefe do Escritório das Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, Ricardo Seitenfus, "a terra haitiana sempre teve uma característica de expulsar seus filhos do solo pátrio desde a época da independência até os recentes raros momentos de democracia e estabilidade", servindo inclusive como justificativa para o início da Minustah.

A aproximação diplomática trazida entre o Haiti e os países da missão — em sua maioria latino-americanos — porém, causou o novo êxodo à parte sul do globo. Benesses na concessão dos vistos de permanência oferecidas após o terremoto de janeiro de 2010 que matou mais de 300 mil haitianos tornaram a América do Sul um sonho para boa parte da população.

"Não havia migração periódica [para a América do Sul], só para ilhas vizinhas e EUA. Agora há um direcionamento especialmente ao Chile e ao Brasil. Houve um eldorado haitiano em 2012, 2013, embora tenha se tornado um pesadelo quando entramos [o Brasil] em crise", Seitenfus disse à Sputnik.

A diáspora haitiana em números
© SPUTNIK/ IGOR PATRICK

O perfil do migrante haitiano

Há grupos diferentes saindo do Haiti. Enquanto os escolarizados procuram a continuidade dos estudos em solo estadunidense ou europeu, o Brasil recebe desde 2014 os de baixa escolaridade, ocupando vagas em setores de serviços no Sudeste e Sul do país.

A haitiana Faradjine Alfred, 26 anos, é um exemplo. Fala cinco idiomas (francês, crioulo, inglês, espanhol, português), entende três (alemão, mandarim e italiano), graduou-se em Linguística na Universidade Estatal do Haiti e fez mestrado na Universidade Complutense de Madrid. Formada há 4 anos, ela até hoje não conseguiu nenhum emprego formal no próprio país.

"Nós jovens não temos oportunidades, é muito difícil conseguir um emprego decente no Haiti", reclama. Em um beco sem saída, Faradjine já decidiu: em 2018 pretende se mudar possivelmente para a Europa ou para os Estados Unidos, embora a facilidade com o português também a faça considerar o Brasil mesmo em meio à crise política e econômica.
Entrevista de Faradjine Alfred à Sputnik Brasil

"Os que vão para o Brasil buscam trabalhos de nível mais baixo porque quem tem [o diploma de nível superior] tenta chegar a outros países", disse o embaixador brasileiro em Porto Príncipe, Fernando Vidal, que falou com exclusividade à Sputnik Brasil. Ele encomendou um levantamento no ano passado para filtrar o perfil dos migrantes e descobriu que a maioria dos haitianos aqui chegam para trabalhar em setores com menos especialização, como a indústria alimentícia.

Seria o caso de trabalhar na atração da migração haitiana qualificada? Especialistas divergem. Para a coordenadora do Centro de Pesquisas e Práticas Decoloniais e Pós-coloniais aplicadas às Relações Internacionais e ao Direito Internacional (Eirenè) da UFSC, Karine de Souza Silva, falta estrutura às universidades brasileiras para cooptar este público. Embora Santa Catarina seja um dos estados com a maior concentração de haitianos, poucos são os que chegam ao estado com diploma.

"Continuamos a receber homens jovens, com pouca formação que chegam para trabalhar e trazer a família. Há três anos estamos recebendo estudantes haitianos na universidade, tivemos 25 deles, mas se formam e a maioria vai embora porque não há estrutura para oferecer disciplinas em outros idiomas. Se o Brasil quer receber essa mão de obra qualificada, também deveria simplificar o processo de validação do diploma, que é caro e leva muito tempo", pensa a professora.

Já Seitenfus pensa que se quiser contribuir para a melhora do Haiti, o Brasil não pode empreender na "drenagem de cérebros" do país. "É fundamental criar condições no Haiti para que os haitianos permaneçam no seu território nacional. Enquanto não auxiliarmos na construção de um Estado funcional, com possibilidades de empregabilidade e iniciativa privada forte, nós veremos a situação se agravar", critica.


Quem decidiu voltar

A quantidade ainda é tímida, mas alguns haitianos, depois de formados e com condição de vida estabilizada, resolvem voltar ao país. Não há números, mas há exemplos. É o caso da administradora Savela Jacques Berenji, 36 anos.

A despeito da profissão dos pais, um carpinteiro e uma costureira, ela teve acesso às melhores escolas haitianas, se graduou no Instituto Haitiano de Ciências Comerciais e é mestre em Mudança social na Construção da Paz pela Future Generations University, na Virgínia, Estados Unidos. Estagiou na Índia, no Quênia e no próprio Haiti. Mesmo com ofertas generosas para trabalhar no exterior, decidiu fazer a diferença no próprio país.

"Cada um desses lugares me marcou. Trabalhamos em favelas, províncias, bairros desfavorecidos e era preenchida de ideologia e esperança. Isso me levou a retornar ao Haiti para colocar toda a minha alma a serviço da população e ajudar os haitianos a tornarem-se autônomos", conta.
Savela Berenji: "Quero que os haitianos sejam independentes para não precisarem 
do dinheiro de outros países" © SPUTNIK/ IGOR PATRICK

Ayla Berenji: Pretendo continuar o trabalho de minha mãe, fazer voluntariado em países 
desfavorecidos e aprender com eles. © SPUTNIK/ IGOR PATRICK

Desde 2012, Savela é diretora de uma ONG que trabalha com empoderamento da comunidade, construção de lideranças e redução da criminalidade por meio do esporte. Ela diz não ter a pretensão de ver grandes mudanças durante o seu tempo de vida, motivo pelo qual prepara a filha Ayla Berenji, 12 anos, para assumir a batuta quando mais velha. Mesmo com a pouca idade, Ayla já fala 5 idiomas com fluência.

"Eu a preparo para um grande futuro no Haiti. Espero que ela possa estudar em uma boa universidade na França ou no Canadá, talvez na Inglaterra. Se depois de seus estudos ela não voltasse ao Haiti para trazer de volta o que aprendeu, consideraria que perdi dinheiro em sua educação", avalia.

Savela não precisa se preocupar. Bem articulada, a menina se diz consciente dos privilégios que tem por frequentar uma boa escola privada. Ela nem pensa em viver fora do Haiti. "É claro que vou retornar, eu quero continuar o sonho da minha mãe em melhorar as vidas nas comunidades".

Talvez seja cedo para usar os exemplos como um alento de um país que necessita urgentemente de mão de obra especializada para sua construção. Embora não existam números globais, um levantamento do Centro Schomburg de Pesquisa sobre a Cultura Negra indicou que 7000 haitianos migrarão permanentemente para os Estados Unidos só neste ano.

FILHOTE RECÉM-NASCIDO DE BALEIA JUBARTE É ACHADO MORTO NA PRAIA DO JARDIM DE ALAH, EM SALVADOR

Animal foi encontrado na praia do Jardim de Alah (Foto: Felipe Vital Fialho/Arquivo pessoal)

19/09/2017

Animal foi encontrado na manhã desta domingo (17); Limpurb já recolheu filhote.

Por G1 BA

Mais uma baleia foi encontrada morta na manhã deste domingo (17), em Salvador. O animal foi achado na praia do Jardim de Alah.

De acordo com o projeto Baleia Jubarte, a baleia era um filhote recém-nascido. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador, Limpurb, recolheu o animal por volta das 11h deste domingo.

O Instituto Baleia Jubarte informou que, até o dia 11 de setembro, havia sido registrado, em 2017, o encalhe de 33 baleias na costa da Bahia. O estado é o que tem o maior número de encalhes reportados em todo o país.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os animais encalham por estarem fracos ou desorientados devido a doenças, ferimentos por colisão com embarcações ou emalhe em redes de pesca. A poluição nos oceanos também pode afetar a saúde dos animais. Ainda segundo a entidade, filhotes que se perdem das mães não conseguem se alimentar sozinhos e podem encalhar.

Entre os meses de julho e outubro, o número de baleias na costa baiana normalmente aumenta, especialmente no litoral do sul do estado, que é o destino de centenas de baleias jubarte que vêm da Antártica para acasalar e dar à luz aos filhotes nas àguas mornas do litoral baiano. Com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta.

O G1 listou os cuidados que se deve ter ao avistar um animal encalhado:

- Acione imediatamente o Instituto Baleia Jubarte, através dos telefones (73) 3297-1340 e (73) 9 8802-1874, no sul da Bahia; e (71) 3676-1463 e (71) 9 8154-2131, em Salvador, Litoral Norte e RMS;

- Isole a área e mantenha pessoas e animais afastados;

- Tire fotografias do animal para a judar a identificar a espécie;

- Coloque panos molhados sobre o animal e providencie sombra para evitar queimaduras do sol;

- Mantenha o animal molhado;

- Nunca jogue água no orifício respiratório; e

- Nunca tente arrastar o animal pela cauda.

GISELE BÜNDCHEN DISCURSA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

Gisele Bündchen discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas (Foto: Reprodução / Instagram)

19/09/2017

Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a modelo recebeu o convite do presidente da França Emmanuel Macron para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente

Gisele Bündchen discursou na cúpula na da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (19.09), em Nova York.

A modelo, que é Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, recebeu o convite do presidente da França Emmanuel Macron para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente. Gisele se pronunciou sobre a urgência da adoção de novas medidas para preservação da natureza e a importância deste pacto de proteção ambiental unificado para dar legitimidade aos direitos ambientais.

Emocionada, Gisele disse: "Tenho a honra de estar aqui hoje para falar sobre a Mãe Terra. Desde criança, sempre amei a natureza. Cresci em uma pequena cidade no sul do Brasil, correndo livre e subindo em árvores. Achava que a natureza era indestrutível.
Mas em uma viagem à Amazônia em 2004, aprendi a dura verdade sobre a destruição maciça que nós humanos estamos causando." (Leia o discurso na íntegra no fim da matéria)

O presidente Emmanuel Macron, por sua vez, propôs um pacto mundial pelo meio-ambiente, sugerindo que, nas próximas semanas, seja fixado um objetivo para que o pacto seja adotado até, no máximo, 2020. O francês chamou a atenção para a necessidade de que todos os países se engajem nas conversações para colocar em prática medidas de proteção do meio-ambiente.

Emmanuel Macron critica obsessão pela idade da esposa e especulação sobre sua orientação sexual
Na última sexta-feira, 15 de setembro, Gisele foi a responsável pela abertura do festival Rock in Rio e fez um discurso comovente sobre sonhos, mudança de comportamento e esperanças em um futuro melhor, anunciando a criação do Believe.Earth, um movimento que propõe a conexão e amplificação de iniciativas imediatas de quem já está, na prática, construindo um futuro melhor.

Gisele e Macron (Foto: Reprodução/Instagram)

Após o encontro com Macron, a übermodel escreveu uma mensagem para o presidente francês em seu perfil no Instagram.

Obrigada presidente @EmmanuelMacron por liderar o Pacto Global para o meio ambiente.
Devemos parar de viver com a ideia de que "o que não é visto, não é lembrado" - se não estamos vendo, não nos afetará. Porque irá afetar, já que tudo neste mundo está conectado. O lixo, por exemplo, que desaparece magicamente de nossas casas todos os dias, vai parar em algum lugar: em aterros sanitários, em rios e oceanos, contaminando peixes, e em fontes de água, voltando direto para nossa mesa. Precisamos acordar - Repensar a forma como vivemos, a maneira como produzimos, como consumimos e mudar nossos hábitos antes que seja tarde demais", concluiu.

Confira o discurso na íntegra abaixo:

"Excelentíssimos Chefes de Estado, sua Excelência Sr. Presidente Macron da França, Secretário-Geral da ONU, Presidente da Assembleia Geral da ONU, distintos convidados, senhoras e senhores, boa tarde. Tenho a honra de estar aqui hoje para falar sobre a Mãe Terra. Desde criança, sempre amei a natureza. Cresci em uma pequena cidade no sul do Brasil, correndo livre e subindo em árvores. Achava que a natureza era indestrutível.

Mas em uma viagem à Amazônia em 2004, aprendi a dura verdade sobre a destruição maciça que nós humanos estamos causando. Depois dessa experiência, tudo mudou para mim. Decidi que faria tudo o que estivesse ao meu alcance para dividir com todos o que presenciei. Desde aquele dia, tenho sido uma defensora ferrenha da natureza.

No ano passado, voltei para a Amazônia com uma equipe para criar um documentário sobre a devastação da floresta amazônica e sobre ideias do que poderia ser feito para protegê-la em benefício de todo o mundo. Quando voltei para casa, meu filho de seis anos, curioso, quis saber tudo sobre minha viagem. Depois que contei a ele sobre a beleza da floresta e sobre a enorme destruição que vi, ele ficou angustiado e me perguntou: 'Por que estão destruindo a floresta? E todos os animais?' Com lágrimas nos olhos ele me disse: '- Mãe, eles precisam parar. Por favor, precisamos fazer algo!' Eu prometi a ele que eu faria. E é por isso que estou aqui hoje. Estou aqui como mãe, filha, irmã, esposa e como Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o meio ambiente. Estou aqui pela natureza, pelos meus filhos e pelas futuras gerações, porque acredito que cada voz conta.

Há mais de 20 anos, quando tinha apenas 14 anos, estava em um longo voo para o Japão, sentada entre dois fumantes e a todo tempo pensava: como é possível que as pessoas possam fumar aqui? A fumaça do cigarro afeta não só as pessoas que escolheram fumar, mas também os que as cercam. Naquela época, a publicidade de cigarros estava em toda parte e era mostrada de forma glamourosa. Hoje, é claro, todos sabemos sobre o efeito que os cigarros têm em nossa saúde, a publicidade de cigarros foi restringida e, em alguns lugares, os fumantes são multados. No entanto, empresas de vários setores ainda continuam ignorando o impacto de suas ações, contaminando nosso solo, despejando toxinas em nossos rios e oceanos e poluindo nosso ar, enquanto suas publicidades anunciam imagem diversa, e elas não sofrem qualquer consequência em relação a isso. O dano que estamos causando ao meio ambiente não afeta apenas a nós, mas gera danos irreversíveis ao nosso planeta e às futuras gerações.

Devemos parar de viver com a ideia de que 'o que não é visto, não é lembrado' - se não estamos vendo, não nos afetará. Porque irá afetar, já que tudo neste mundo está conectado. O lixo, por exemplo, que desaparece magicamente de nossas casas todos os dias, vai parar em algum lugar: em aterros sanitários, em rios e oceanos, contaminando peixes, e em fontes de água, voltando direto para nossa mesa.

Meu pai uma vez me disse: 'Tenha certeza de que planta o que quer colher, porque a vida lhe dá de volta o que você semeia'. É o ciclo da vida. É assim que a natureza funciona. Precisamos entender que nossos recursos naturais são finitos. Se continuarmos a poluir nossos solos, nossos rios, nossos oceanos, nosso ar e a desmatar nossas florestas em nome do "desenvolvimento", teremos consequências catastróficas. Nossa existência depende da saúde do nosso planeta. Quando curamos a Terra, curamos a nós mesmos. Não importa onde você mora - França, Canadá, Brasil, Índia, México, Estados Unidos ou qualquer outro país, todos nós compartilhamos esta Terra. Um desastre natural que afeta uma área ou uma região do nosso planeta, a longo prazo, afetará a todos nós.

Um homem sábio uma vez disse: 'Que não esperemos até que a última árvore tenha morrido e o último rio seja envenenado e o último peixe pescado para percebermos que não podemos comer dinheiro.' Precisamos acordar - Repensar a forma como vivemos, a maneira como produzimos, como consumimos e mudar nossos hábitos antes que seja tarde demais.

Com o Pacto Global do Meio Ambiente, podemos criar uma proteção ambiental unificada para garantir que os direitos ambientais tenham a mesma força legal que os direitos humanos. Quero convidar aqueles com coragem para dar um passo a frente, para que nossos filhos, netos e futuras gerações possam continuar a prosperar, e a Terra possa continuar nos dando todas as suas bênçãos. Com a sua participação, podemos fazer isso acontecer. Não em vinte anos. Não em dez anos. Mas AGORA, juntos e unidos podemos fazer parte da solução. Podemos criar um mundo melhor!  

Obrigada!"

RESERVA NO AMAZONAS ZERA DESMATAMENTO E É CONSIDERADA MODELO NO PAÍS E NO MUNDO


05/09/2017 

Por Bianca Paiva - Agência Brasil

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, localizada às margens da BR-319, no Amazonas, é considerada modelo no país e no mundo. Além de zerar o desmatamento, o projeto desenvolvido na área tem promovido a geração de renda e a defesa da floresta pela comunidade local.

Na contramão do crescimento do desmatamento, a reserva vem registrando nos últimos anos redução das taxas de devastação. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e mostram que não foi registrado nenhum novo desmatamento. A redução é atribuída à implantação na área, em 2008, do primeiro projeto brasileiro de Redd, que significa Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento. No mesmo ano, a iniciativa, idealizadas pela organização não governamental (ONG) Fundação Amazonas Sustentável (FAS), foi a primeira do país e do Continente Americano a receber um certificado internacional por desmatamento evitado.

No Dia da Amazônia, comemorado hoje (5), o coordenador do programa Soluções Inovadoras da FAS, Victor Salviati, fala sobre a reserva. “A gente desenvolveu vários estudos. A gente viu que se nada fosse feito, de 2008 a 2050, que é o nosso cenário, seriam desmatados quase 66% da área e seria emitido algo em torno de 189 milhões de toneladas de carbono. Esse desenho foi feito com três eixos para tratar os vetores do desmatamento: primeiro um investimento estruturante em geração de renda, programas comunitários e geração de emprego, o segundo, investimento em capacitação e educação formal e o terceiro, desenvolvimento científico e monitoramento”, explica.

Por meio do Redd, empresas nacionais e internacionais apoiam atividades de redução de desmatamento e de emissões na Reserva do Juma, que é um mecanismo financeiro para geração de créditos de carbono. Atualmente, o projeto beneficia 476 famílias, cerca de 2 mil pessoas, divididas em 38 comunidades em áreas remotas. De acordo com Victor Salviati, elas recebem apoio para produção, principalmente, de farinha, açaí, castanha e pesca artesanal e ainda um pagamento pelos serviços ambientais, por meio do Programa Bolsa Floresta.

“Além dos investimentos estruturantes, há os investimentos nas pessoas. A fundação acredita muito que a conservação da floresta está ligada às pessoas, são os guardiões da floresta. A gente dando oportunidade a essas pessoas de sonhar, dando educação de qualidade, infraestrutura produtiva, capacitação, comunicação e transporte, elas conseguem viver melhor. E quem vive melhor faz a melhor gestão desses recursos naturais”, afirma Salviati.

A Reserva do Juma foi criada em 2006 pelo governo do Amazonas e é gerenciada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Ela está situada em uma área de alto risco de desmatamento, no município de Novo Aripuanã, a 227 quilômetros de Manaus.

“Há um empoderamento dos benefícios da biodiversidade da unidade de conservação, tanto que eles estão sempre vigilantes. Sempre que há uma ameaça à integridade daquilo de que tanto zelam, eles acionam o órgão ambiental para fazer a fiscalização. Isso nos deixa muito satisfeitos com os resultados até aqui alcançados”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Antônio Stroski.

Rosângela dos Santos Ribeiro é moradora e representante da comunidade São Félix. Ela tem 47 anos, é casada, tem oito filhos e trabalha na cadeia produtiva da farinha. Dona Rosa, como é conhecida, tem muito orgulho de viver na reserva e de contribuir com a preservação da floresta.

“Aqui na nossa reserva (esse projeto) é muito importante, muito mesmo porque ajudou muitas pessoas financeiramente a cuidar de onde mora. Vieram muitos projetos para os jovens também. Isso daqui é nosso. A gente tem que cuidar. Eu me sinto bem morando na minha comunidade”, destacou a moradora.

A expectativa do projeto de Redd na Reserva do Juma é conter, até 2050, a emissão de aproximadamente 190 milhões de toneladas de gás carbônico e evitar o desmatamento de 366 mil hectares de floresta. Até 2015, cerca de 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidas na atmosfera por meio da iniciativa.

ECLIPSE ESCURECE O SOL NOS EUA E EM OUTRAS PARTES DO MUNDO; VEJA FOTOS DO BRASIL

Eclipse solar total é assistido nos EUA e parcialmente no Brasil

22/08/2017

Versão total do fenômeno foi vista apenas por norte-americanos; região Norte brasileira foi a que melhor conseguiu assistir.

Por volta das 14h15 da tarde (horário de Brasília), os moradores de Oregon, nos Estados Unidos, tiveram a chance de observar um dos fenômenos mais raros: o eclipse solar total. O sol foi "coberto" pela lua deixando as cidades em completa escuridão.

O eclipse seguiu por uma extensa faixa de terra no país. Ele também pode ser visto de forma parcial em outros países, como o México. No Brasil, a região Norte foi a com melhor "vista" para o fenômeno. Veja algumas fotos abaixo:


Eclipse solar visto do bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife, Pernambuco 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Eclipse solar atraiu centenas de pessoas ao ponto de observação montado 
no Parque da Cidade em Natal (Foto: Canindé Soares)

Eclipse solar em Natal, Rio Grande do Norte (Foto: Claudio Abdon)

Imagem registrada em Maceió mostra começo do fenômeno
(Foto: Adriano Aubert S. Barros / Observatório Astronômico)

Homem se equilibra em frente ao eclipse em Jackson Hole, Wyoming
(Foto: Keith Ladzinski / Red Bull Content Pool / Reuters)

Múltipla exposição cria efeito de um anel de diamante no eclipse
(Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Eclipse total do sol é visto em Depoe Bay, Oregon, nos EUA
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Eclipse em sua 'quase' totalidade (Foto: Nasa/Reprodução)

Lua começa a passar em frente ao Sol. Foto tirada em parque nacional em Ross Lake,
no estado americano de Washington. (Foto: Bill Ingalls/NASA via AP)

Chapelle Saint-They, na França, é vista ao lado do eclipse parcial 
(Foto: Mal Langsdon/Reuters)

Eclipse é visto de forma parcial na Cidade do México 
(Foto: Henry Romero/Reuters)

Multidão acompanha o eclipse solar total em Depoe Bay, Oregon
(Foto: Mike Blake/Reuters)

Trio de irmãs Isabelle, Alexandra e Eloise esperam em parque de Nova York
(Foto: AP Photo/Mark Lennihan)

Eclipse foi visto de forma parcial em Nova York
(Foto: Eduardo Munoz/Reuters)

Homem olha para sol em praia da Carolina do Sul
(Foto: AP Photo/Mic Smith)

Um avião passa em frente ao sol em Guernsey, Wyoming
(Foto: Rick Wilking / Reuters)

Grupo de jornalistas assiste ao eclipse dentro da Casa Branca
(Foto: Yuri Gripas/Reuters)

Annie Penuel e Lauren Peck usam máscaras feitas de pratos de papel em
Nashville Tennessee. (Foto: Shelley Mays/AP)

Trump olha direto para o sol durante o eclipse
(Foto: AP Photo/Andrew Harnik)

Grupo espera o início do eclipse no Central Park, em Nova York
(Foto: Ariane Marques/G1 )

Espectadores assistem aos momentos finais do fenômeno em Illinois 
(Foto: Brian Snyder/Reuters)

Donald Trump assiste ao eclipse solar na Casa Branca 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

Melania e Donald Trump se posicionam para assistir 
(Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
Fonte: G1 Ciência e Saúde

ECLIPSE SOLAR IRÁ COBRIR O SOL COMPLETAMENTE NOS EUA; VEJA COMO SERÁ NO BRASIL



21/08/2017

No dia 21, raro fenômeno deverá juntar milhares de pessoas na América do Norte.

Por Carolina Dantas, G1

Hoje, dia 21 de agosto, os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos verão um sol negro. É o eclipse solar total, um dos fenômenos mais aguardados pela agência espacial americana (Nasa) neste ano. No Brasil, ele será visto de forma parcial -- quanto mais ao Norte, mais coberto estará o sol.

A última vez que a maioria dos norte-americanos experimentou um eclipse total foi em 1991. Neste ano, de acordo com a Nasa, o fenômeno poderá ser observado por 500 millhões de pessoas de forma total ou parcial: 391 milhões nos Estados Unidos, 35 milhões no Canadá e 119 milhões no México (além da América Central e parte da América do Sul).

O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul. Nesta região, o sol ficará completamente preto durante pouco tempo: 2 minutos e 40 segundos -- a transição completa será de mais de 4 horas.

(Foto: Arte/G1)

A expectativa está grande. Milhares de hoteis estão lotados na faixa de terra que ocorrerá a escuridão e eventos estão com ingressos esgotados há meses. A pesquisa "eclipse 2017" no Google produziu mais de 35 milhões de acessos.

No topo do Brasil, no monte Caburaí, o eclipse será parcial: cerca de 50% de escuridão. O trecho contemplado pela penumbra chega até Brasília, mas com apenas 1,96%. Nestas regiões com baixo índice, os observadores podem, talvez, notar apenas uma diminuição do brilho do sol.

Mais de perto

Este é o segundo e último eclipse registrado neste ano: o primeiro ocorreu em 26 de fevereiro. Era do tipo anular, quando há uma faixa de luz ao redor do sol, formando uma espécie de um "anel de fogo". Ele foi visto no Pacífico, no Chile, na Argentina, na África.

Em 2018, a Terra não terá eclipses totais -- em que o sol é totalmente coberto. O próximo ocorre em 2 de julho de 2019 e mais perto: terá mais abrangência no Brasil e seu trajeto de escuridão será na América do Sul.

Eclipse solar é visto em 26 de fevereiro de 2017 em Coyhaique, no Chile 
Foto: REUTERS/Stringer

ONU MARCA DIA MUNDIAL HUMANITÁRIO COM APELO EM PROL DE CIVIS EM CONFLITOS

Funcionários na sede da ONU juntos pela campanha #NotATarget. 
Foto: ONU News/Paulina Carvajal

19/08/2017

Operações ocorrem em 40 países; registos indicam que ocorreram mais de 200 grandes ataques contra as operações de ajuda  com 101 trabalhadores humanitários mortos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas assinalam este 19 de agosto o Dia Mundial Humanitário apelando à solidariedade aos civis afetados pelos conflitos.

Por ocasião da data, o subsecretário-geral para Assistência Humanitária, Stephen O’Brien, pediu à comunidade internacional que proteja os trabalhadores do setor que "mesmo à custa da sua vida oferecem ajuda no mundo".

Operações

Em conversa com a ONU News, em Nova Iorque, o responsável destacou não haver bem público internacional de maior valor que buscar salvar vidas e proteger civis afetados em crises.

Stephen O’Brien  defende que os funcionários humanitários não são um alvo e "a sua proteção deve ser uma prioridade" em conflitos. Segundo o responsável,  o tipo de operações ocorre em 40 países e "muitos estão nesses locais há vários anos apesar das dificuldades".

Para O’Brien, o Dia Mundial Humanitário é uma oportunidade para que os países se concentrem em proteger os trabalhadores da área, particularmente os que atuam no setor da saúde.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários revela que em 2016 houve 201 grandes ataques contra as operações de ajuda, tomando como referência as informações do projeto Base de Dados de Segurança dos Trabalhadores Humanitários.

Pelo menos 101 funcionários do setor  foram mortos nesses incidentes, 98 ficaram feridos e 89 foram sequestrados.

Síria 

Na entrevista, o subsecretário geral lamentou o recente assassinato de sete voluntários socorristas na Síria, conhecidos como Capacete Brancos, destacando que "infelizmente, esses incidentes tornam cada vez mais comuns".

O’Brien enfatizou que tanto os países como os trabalhadores e coordenadores humanitários  continuam a demonstrar força, determinação, coragem e convicção para salvar vidas e proteger civis isolados em crises.

Fonte: Rádio ONU
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